Em sua estreia como musa da Colorado do Brás, Ana Paula Braun decidiu ir na contramão do visual mínimo que costuma dominar os desfiles e recusou o tradicional tapa-sexo para apostar em uma fantasia mística, toda em roxo, que faz menção direta ao enredo que homenageia mulheres que desafiaram seus tempos, bruxas, feiticeiras e mulheres de poder.
Empresária da estética e conhecida por assumir que já experimentou “todos” procedimentos, Ana Paula diz que a escolha não tem relação com moralismo, mas com a sua essência mesmo. Segundo ela, sua trajetória nunca esteve ligada à ideia de causar pela exposição extrema do corpo.
“Não é uma crítica a quem gosta do visual mínimo, cada uma deve desfilar como se sente melhor. Mas a minha proposta é outra: trazer uma fantasia com significado, história, algo que converse com o enredo e mexa com a imaginação de quem está assistindo”, afirma. “É uma bruxa moderna. É mais conceito e menos bunda”.
Mãe, empresária e nutricionista atuante na área da estética, ela reforça que continua defendendo cuidados com o corpo e procedimentos quando bem orientados, mas acredita que o Carnaval também abre espaço para diferentes padrões de beleza.
“Eu sempre gostei de explorar estética e transformação, faz parte da minha vida e do meu trabalho. Mas, desta vez, quis estrear trazendo algo que represente mais história e identidade do que apenas corpo à mostra”, completa. “Até porque não fiz uma preparação especial. Vou na cara e na coragem”.














