O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu nesta quarta-feira (16) a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual e a decisão foi tomada por unanimidade.
Para quem tem dinheiro aplicado, a redução diminui um pouco o retorno de investimentos ligados aos juros, como CDBs e Tesouro Selic. Mesmo assim, a renda fixa continua oferecendo rendimentos elevados diante do atual nível da taxa básica.
O mercado financeiro já projetava a redução para 13,75% antes da reunião do Copom. A taxa estava em 14% desde agosto.
Quanto R$ 1 mil rendem em um ano
Uma simulação considera um aporte único de R$ 1 mil mantido durante 12 meses. Para CDB e Tesouro, os valores abaixo já consideram Imposto de Renda de 17,5% sobre os ganhos. Poupança, LCI e LCA são isentas de IR para pessoa física.
Os cálculos foram adaptados proporcionalmente de uma simulação feita pelo planejador financeiro Jeff Patzlaff e publicada pelo Money Times após a decisão do Copom. O estudo considera CDI de 13,65% ao ano e diferentes condições de mercado para cada aplicação.
- LCI a 90% do CDI: R$ 1.122,85, ganho de R$ 122,85
- LCA a 85% do CDI: R$ 1.116,00, ganho de R$ 116
- Tesouro Selic: R$ 1.114,04, ganho líquido de R$ 114,04
- CDB a 100% do CDI: R$ 1.112,61, ganho líquido de R$ 112,61
- Poupança: R$ 1.083,39, ganho de R$ 83,39
Os resultados são estimativas. A rentabilidade efetiva pode variar conforme a taxa contratada, o momento da aplicação e eventuais mudanças nos juros durante o período.
Poupança continua atrás
Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a regra da poupança não muda. O rendimento permanece em 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). A remuneração é isenta de Imposto de Renda.
Na simulação, a caderneta deixa R$ 1 mil em aproximadamente R$ 1.083,39 depois de 12 meses, rendimento inferior aos demais investimentos analisados.
A diferença ocorre mesmo com CDB e Tesouro sujeitos ao Imposto de Renda.
LCIs e LCAs aparecem à frente no exemplo principalmente por causa da isenção tributária. O retorno, porém, depende do percentual do CDI oferecido pelo banco e das condições de resgate. Nem todo título disponível no mercado paga 90% ou 85% do CDI.
CDBs também variam bastante. Uma instituição pode oferecer 100% do CDI, enquanto outras pagam percentuais maiores ou menores. Prazo, liquidez e risco do emissor também mudam de um produto para outro.
A redução da Selic afeta ainda o custo do crédito. Juros menores tendem a aliviar, ao longo do tempo, empréstimos e financiamentos, embora as taxas cobradas dos consumidores também dependam de inadimplência, custos bancários e margem das instituições.











