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São Paulo registra menor número de homicídios em 25 anos

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Osvaldo Nico durante o eventoGabriel Barros / Portal iG

Crimes como homicídios, roubos e latrocínios registraram queda histórica em São Paulo. Entre janeiro e outubro, foram 2.011 vítimas de homicídio doloso, o menor número em 25 anos. Os roubos em geral tiveram queda de 15% e o latrocínio (roubo seguido de morte) teve baixa de 24,3% em relação a 2024.

Em entrevista ao Portal iG, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que trabalha todos os dias para a diminuição da percepção da violência pela população, que não acompanha a queda nos índices:

“Eu tento divulgar o que a polícia faz. Lançamos uma operação essa semana, de roubo de celular, apreendemos 10.820 celulares. Fizemos aquele SMS (Programa SP Mobile) que a gente manda, dizendo que o celular é roubado, apreendemos 15 mil e já devolvemos uns 40%”, disse o secretário.

Osvaldo Nico ainda defendeu leis mais rígidas para roubo de celulares e compra de aparelhos roubados:

“Eu quero que o receptador, aquele que compra celular roubado, fique mais tempo na cadeia, mude a lei para isso, porque ele sai antes que a gente faça alguma coisa. A lei é fraca e não segura ninguém preso e isso fomenta o crime. Se uma pessoa que rouba um celular ficar um ano preso, sabendo que vai ficar um ano na cadeia, ele não rouba celular de novo”, finalizou.

525 novos delegados

A entrevista ocorreu após a maior cerimônia de posse de novos delegados da Polícia Civil de São Paulo. A renovação de quadros ocorreu na tarde desta sexta-feira (19), no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Distintivo de delegadoGabriel Barros / Portal iG

Os três primeiros colocados no curso foram recebidos ao palco pelas autoridades presentes e receberam suas carteiras funcionais das mãos do governador. O primeiro colocado, Marcelo Peres da Cunha Lima, leu o juramento de delegado no palco, marcando o início de sua carreira policial e de seus colegas.

Também estiveram presentes o vice-governador, Felício Ramuth (PSD), o delegado-geral de polícia de São Paulo, Artur Dian, o deputado estadual Delegado Olim (PP), o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL) E o deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP).

O secretário Osvaldo Nico Gonçalves elogiou o governador por escolher policiais para o comando da pasta:

“Parabéns pela coragem de colocar policiais no comando da Secretaria de Segurança Pública, governador. Antes, todos que comandaram a pasta eram os chamados ‘especialistas’; o senhor escolheu policiais, por isso temos os melhores resultados. O que aconteceu foi que baixaram os índices de criminalidade”, disse o secretário, que ainda vibrou com a posse dos delegados:

“A posse de 525 delegados de polícia não significa só o fim do curso, significa o fortalecimento da Polícia Civil. A sociedade confia na Polícia Civil e espera uma investigação qualificada”, constatou.

Realização

O delegado recém-formado Fernando Linhares Faria falou sobre a conquista:

“Eu estou bastante ansioso. Foi uma jornada longa desde o início dos estudos, acho que todos aqui passaram por isso. É um concurso que demorou bastante tempo, mas agora foi realizado. É uma vitória não só minha, mas da minha família”, contou.

Gilmara Nery, que também tomou posse como delegada hoje, disse:

“A primeira sensação é de realização. Por trás do dia de hoje teve muita luta, muita renúncia, muita solidão. Mas o que a gente espera é entrar de peito aberto nesta instituição que precisa da gente e, principalmente, para a sociedade que precisa de segurança pública. É isso que a gente busca: fazer a justiça que estiver ao nosso alcance”, comentou.

Críticas ao Ministério da Justiça

Tarcísio durante a cerimônia de posseGabriel Barros/ Portal iG

Na ocasião, o deputado e ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), teceu críticas ao ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT):

“A maior autoridade de segurança pública do Brasil tem a coragem de ir em uma CPI e perguntar o que as forças de segurança dos estados estão fazendo. Mas nem por isso a gente vai parar de trabalhar, mesmo com aqueles que acham que o traficante é vítima do usuário ou que o bandido só rouba o celular para tomar uma cervejinha. Criminoso tem que ser tratado como criminoso, não como vítima da sociedade”, afirmou Derrite.

Em seguida, Tarcísio de Freitas (Republicanos) iniciou seu discurso anunciando a autorização para o ingresso de 1.250 investigadores de polícia, reforçando os quadros da Polícia Civil, e respondeu à fala de Derrite:

“Aquelas pessoas que dizem que os estados não combatem o crime, eu digo que elas têm o que eu classifico como ‘desconhecimento detalhado do assunto’. Elas desconhecem o assunto com riqueza de detalhes. É lamentável que uma pessoa que ocupa um cargo tão relevante desconheça o assunto. São pessoas que não sabem o que é enfrentar o crime”.

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