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Saiba o porquê astro espanhol criou a Kings League

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Saiba o porquê astro espanhol criou a Kings LeagueReprodução/Instagram

A Kings League está prestes a retornar e dar início à sua temporada em 2026. Após um ano de estreia no Brasil, onde aconteceram dois campeonatos, ambos vencidos pela Fúria, equipe presidida por Neymar, a liga promete fortes emoções em mais um ano.

Criada pelo ex-zagueiro espanhol Gerard Piqué, a Kings League é uma liga de Fut7 com regras personalizadas e celebridades à frente dos clubes que participam dos torneios. O novo formato vem atraindo a atenção do mundo todo.

Com versões na Espanha, onde tudo começou, México, Itália, França e Alemanha, a liga de Piqué vai expandindo seu negócio, que cada vez mais atrai público. Porém, a ideia inicial foi por conta de seus filhos, como contou o ex-jogador em entrevista ao Podpah, no final do ano passado.

“Era verão de 2022. Eu ainda jogava no Barça e, em uma pré-temporada nos EUA, me ocorreu a ideia. Basicamente porque via meus filhos, de 7 e 9 anos, que, depois de 10 minutos, embora muito fãs de futebol, pegavam o celular ou iPad. É difícil para essa nova geração se concentrar por 90 minutos”, iniciou o idealizador da competição.

“Assim, usando o futebol, buscamos um formato mais como um videogame, com regras malucas. Com criadores de conteúdo donos dos times, envolvidos com suas comunidades, criando nomes, logos, etc. E a verdade é que funcionou muito bem desde o início. Começamos na Espanha em janeiro de 2023, com os maiores criadores de conteúdo de lá. Em março de 2023, na primeira final, lotamos o Camp Nou, com 92 mil pessoas”, finalizou Piqué.

Com uma ideia, ele conseguiu transformar uma modalidade em um verdadeiro espetáculo. Unindo futebol e entretenimento, a Kings League tem um conjunto de regras que torna uma partida dinâmica e que pode sofrer alterações a qualquer momento. Um exemplo é o pênalti do presidente, quando o dono da equipe deixa as arquibancadas e vai até a quadra para bater uma penalidade e, caso convertida, contará como um gol.

Regras

Com regras dinâmicas, as partidas são mais imprevisíveis e atrativas. Os jogos têm duração de 36 minutos, divididos em dois tempos, e contam com uma série de mecanismos especiais ao longo do confronto.

A partida começa com o chamado período escalonado, que ocorre entre o primeiro e o quinto minuto. Nesse intervalo, o jogo se inicia no formato X1, com apenas um jogador de linha e um goleiro por equipe. A bola é liberada de uma gaiola no centro do campo, e os atletas correm para disputar a posse. A cada minuto, um novo jogador entra em campo, até que os times fiquem completos, com sete atletas de cada lado.

Nos três minutos finais da primeira etapa, entre os minutos 17 e 20, os gols passam a valer em dobro, aumentando o peso de cada lance antes do intervalo. Já no início do segundo tempo, entre os minutos 20 e 23, entra em ação o dado gigante, que define de forma aleatória quantos jogadores de cada equipe permanecem em campo — um, dois ou três. Após essa dinâmica, as equipes voltam a atuar com sete atletas até o minuto 36.

Cada time possui direito a duas ativações especiais por partida, que podem ser utilizadas entre os minutos 5 e 17, e depois entre 23 e 36. Uma delas é o pênalti do presidente, em que o dirigente da equipe deixa a arquibancada para realizar a cobrança, com valor normal no placar.

A outra é a carta secreta, que pode trazer sete efeitos diferentes, como gols valendo em dobro por tempo determinado, suspensão temporária de um adversário, cobrança de pênalti, valorização de um jogador específico, shootout, pênalti reverso ou até o uso livre de qualquer carta por meio do coringa.

Encerrados os 36 minutos regulamentares, o jogo segue dois caminhos distintos. Em caso de empate, a decisão ocorre nos shootouts. Se houver um vencedor ao fim do tempo normal, a partida entra no Matchball, uma espécie de gol de ouro.

No Matchball, se a equipe que está em vantagem marcar, o jogo termina imediatamente. O time que está atrás precisa virar o placar para vencer; caso consiga apenas empatar, a disputa segue em gol de ouro. Nessa fase, os times começam com cinco jogadores cada e, a cada minuto, um atleta por equipe deixa o campo, até restarem apenas um jogador de linha e o goleiro.

As substituições são ilimitadas, e o sistema disciplinar também é diferenciado. O cartão amarelo retira o jogador de campo por dois minutos, deixando o time em desvantagem numérica. Já o cartão vermelho exclui o atleta da partida, com a equipe atuando com um jogador a menos por cinco minutos.

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