O presidente da Unafisco Nacional, auditor-fiscal Kléber Cabral, prestou depoimento nesta quinta-feira (20), de forma remota, à Polícia Federal, no âmbito do chamado Inquérito das Fake News.
Ele foi ouvido na condição de investigado em razão de declarações concedidas à imprensa na quarta-feira (18), nas quais comentou o acesso de um auditor da Receita Federal a dados de uma parente do ministro Gilmar Mendes.
Segundo a associação, o procedimento tramita sob sigilo e, por isso, Cabral não comenta o conteúdo do depoimento neste momento.
O que motivou o depoimento
Na quarta-feira (18), Cabral afirmou que um auditor-fiscal confirmou ter acessado, em novembro do ano passado, dados de uma parente do ministro Gilmar Mendes.
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Kléber Cabral ainda concentrou críticas nas medidas determinadas pelo do Supremo Tribunal Federal (STF) ao auditor. Segundo ele, a operação afeta diretamente a atuação dos auditores fiscais e pode gerar receio na condução de fiscalizações que envolvam autoridades.
“Esse tipo de medida busca humilhar, constranger e amedrontar. Se você perguntar hoje quem está disposto a organizar um grupo de fiscalização para investigar autoridades, provavelmente não encontrará ninguém. Tornou-se menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”, declarou.
Cabral também questionou a forma como as apurações vêm sendo conduzidas.
As declarações foram dadas um dia após a Polícia Federal realizar operação contra quatro servidores públicos suspeitos de envolvimento no vazamento de informações de ministros do STF e de familiares.









