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Polícia impede ataque à Av. Paulista organizado por grupos online

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Policia coibiu plano de ataque na Av. PaulistaRovena Rosa/Agência Brasil

Um plano de ataque na Avenida Paulista, na capital, nesta segunda-feira (2), foi desmontado pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo. Ao menos 12 suspeitos foram identificados e conduzidos para prestar esclarecimentos. 

A investigação foi realizada pelo núcleo, por meio de monitoramento em redes sociais, com equipes infiltradas em grupos virtuais. Em um desses, os integrantes planejavam o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov como forma de “manifestação sem pauta definida, apenas com o objetivo de causar pânico e incitar a violência”, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

Os investigados, cujas idades variam de 15 e 30 anos, eram responsáveis por repassar informações e instruções de ataque a outros membros do grupo e seis deles tinham poder de comando no grupo. Durante a ação, um deles foi encontrado com simulacros de armas de fogo.

Grupo tem alcance nacional

A ação de inteligência contou com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), que também identificou a atuação dos alvos envolvidos na capital, Grande São Paulo e interior. 

As investigações mostraram ainda que o grupo monitorado integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes. Os membros discutem ações violentas em diferentes regiões do país, com maior concentração de mobilização nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Na capital paulista, a comunidade virtual reunia quase 600 integrantes e era usada como principal espaço de organização do ataque planejado para a Avenida Paulista. Durante semanas, os participantes compartilharam vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o lançamento de artefatos explosivos improvisados.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, em entrevista coletiva com a imprensa, a equipe de inteligência contou com ferramentas tecnológicas para identificar as ameaças na internet, como detecção de palavras-chave, observação efetiva e análises digitais.

“É mais um ataque que que conseguimos impedir por meio do monitoramento digital. Os policiais se infiltraram nesses grupos e identificaram os principais articuladores desse ato criminoso. Trata-se de uma ação preventiva que garantiu a segurança da população”, afirmou Dian

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