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PGR pede condenação do núcleo 3, o mais letal da trama golpista

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Paulo Gonet: ‘Puseram autoridades públicas na mira de medidas letais’Antonio Augusto /STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (11), durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a condenação de todos os dez integrantes do chamado núcleo 3 da trama golpista – apontado como o mais letal de toda a operação, que tinha como objetivo dar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Lula e, com isso, manter Jair Bolsonaro no poder.

O núcleo 3 é integrado por nove oficiais de alta patente do Exército (incluindo os chamados “kids pretos“) e por um agente da Polícia Federal (PF).

Gonet disse que o grupo planejou as “ações mais severas e violentas” da organização criminosa, entre elas uma operação para assassinar autoridades. Conforme áudio disponibilizado pelo PGR, um dos integrantes chegou a admitir que eles estavam dispostos a “matar meio mundo”.

Divisão

Gonet dividiu o núcleo 3 em dois grupos. Segundo ele, um deles, foi organizado para colocar em prática o plano Punhal Verde e Amarelo, que consistia, entre outras ações, em monitorar, prender ou matar autoridades, como o presidente Lula, o vice-presidente Gerald o Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, que à época presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Enquanto esse grupo se ocupava de monitorar as autoridades e achar o melhor momento para eliminá-las, contribuindo para impor o caos social e a consumação do golpe, o outro, também segundo o PGR, agia usando seu conhecimento técnico e cargos estratégicos para pressionar o alto comando das Forças Armadas a endossar o plano golpista.

“Puseram autoridades públicas na mira de medidas letais e se dispuseram a conegar forças militares terrestres ao serviço dos intentos criminosos. É significativo notar que os integrantes deste núcleo tinham ciência de que a narrativa da fraude eleitoral, que era difundida para tentar apoiar popular ao golpe, não procedia. Uma série de diálogos recolhidos nas investigações mostra que os réus estavam advertidos, daí desde o processo eleitoral,” afirmou o PGR.

 

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