MENU

PF remarca depoimentos do caso Master para a próxima semana

aniversario cidade
Shadow
Banco Master; alvo de investigações de fraudes Reprodução/redes sociais

A Polícia Federal remarcou para a próxima semana, na segunda (26) e terça-feira (27), os depoimentos dos investigados no caso Master.

Devem ser ouvidos o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa; o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima; além de diretores do Master. Não há informação se Daniel Vorcaro, dono do Master, que prestou depoimento no dia 30 de dezembro, será ouvido novamente.

Leia: Escândalo no Banco Master: entenda tudo sobre o caso

O cronograma das oitivas foi alterado após decisão do ministro Dias Toffoli, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), que reduziu de seis para dois dias o prazo para os depoimentos, determinando dois dias consecutivos de interrogatórios.

Inicialmente, os depoimentos estavam previstos para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro.

O ministro é o relator do inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

O dono do Banco Master já foi ouvido pela Polícia Federal em 30 de dezembro, no prédio do STF, em Brasília, assim como Paulo Henrique Costa, então presidente do Banco de Brasília.

Tofolli e a PF

No mesmo dia das oitivas, os dois participaram de acareação no próprio Supremo, uma das primeiras medidas adotadas por Toffoli após o caso chegar à Corte.

Outra medida do ministro, determinando que as provas apreendidas em operação sobre o Caso Master ficassem sob a tutela do STF, acabou azedando de vez a relação com a Polícia Federal.

Em seguida, Tofolli voltou atrás e determinou que as provas fossem analisadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Também houve insatisfação com a decisão.

Depois, Toffoli apontou os quatro peritos da Polícia Federal que teriam acesso direto a todo o material apreendido no caso.

Também foi determinado que as provas recolhidas na segunda fase da Operação Compliance Zero sejam encaminhadas à PGR, que deverá acompanhar a extração das informações.

Quem também está pedindo ao STF acesso a informações sigilosas de Daniel Vocaro é a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Operação

A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões, incluindo a de Vorcaro.

Ele foi detido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa.

Dias depois, ele foi solto por decisão judicial, mas segue como um dos principais alvos da apuração, em liberdade, mas com medidas restritivas.

PUBLICIDADE

Instale nosso App Instale nosso App
Instale nosso App