Abel Braga não resistiu aos pedidos desesperados de ajuda do clube que é ídolo, e abandou a aposentadoria para tentar salvar o Internacional do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Após falhar na primeira metade da missão, ele vai precisar exorcisar um fantasma pessoal no duelo contra o RB Bragantino, neste domingo (7), às 16h (de Brasília), no Beira-Rio, pela última rodada da competição.
O treinador vai dividir a beira do campo com Vagner Mancini, comandante do adversário. Personagens com bastante tempo na função, por diversas equipes, os dois já estiveram frente a frente em muitas ocasiões. Mas uma em especial, também em confronto decisivo, marca a carreira de ambos até os dias atuais, e de maneiras opostas.
“Intruso” na final da Copa do Brasil de 2005
O maior duelo entre as partes aconteceu há 20 anos. Na ocasião, Abel já era um técnico consolidado no futebol brasileiro, inclusive tendo passagens pela Europa — França e Portugal. Não à toa, estava à frente do Fluminense na época. Do outro lado, Mancini vivia a segunda temporada do primeiro trabalho no cargo, no humilde Paulista de Jundiaí.
Não era nenhuma novidade ter o tricolor carioca entre os finalistas da Copa do Brasil, em 2005. A grande novidade era a campanha da equipe do interior de São Paulo, que eliminou Botafogo, Cruzeiro e o próprio Colorado para chegar à grande decisão.
Zebra na decisão
Na época, a competição ainda era decidida em dois jogos — formato mudou apenas em 2023. O azarão iniciou o confronto dentro de casa, no estádio Jayme Pinheiro de Ulhoa Cintra. E conseguiu construiu uma grande vantagem para tentar segurar na volta.
O duelo final não foi disputado no Maracanã, que estava reformando para os Jogos Pan-Americanos de 2007, e sim em São Januário. O tricolor carioca até pressionou bastante durante os 90 minutos, mas esbarrou na ineficiência à frente do gol e no Rafael Bracali para não conseguir sair do zero e acabar sendo o protagonista negativo de uma das maiores zebrar da história da Copa do Brasil.













