O número dois do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias, foi nomeado nesta sexta-feira (3) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como novo titular da pasta, substituindo Geraldo Alckmin, que deixou o cargo para disputar as eleições deste ano, como vice de Lula.
A exoneração de Alckmin foi publicada no Diário Oficial horas antes da nomeação do novo ministro, que já era cotado para a sucessão do ministério.
Formado em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru (SP), Márcio Elias também é doutor em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.
Foi membro do Ministério Público e secretário de Justiça e da Cidadania no Governo do Estado, além de presidente da Fundação Casa. Ele ocupava a Secretaria-Executiva do Mdic desde janeiro de 2023.
Para substituir Alckmin também foi citado o nome de Márcio França, então ministro do Empreendedorismo. No entanto, ele também deixou o governo para uma possível candidatura ao Senado em São Paulo.
Na semana passada, Lula havia indicado a aliados que poderia oferecer o posto no Mdic a França, para evitar que ele concorresse ao Governo de São Paulo contra a chapa de Fernando Haddad, uma vez que França já havia manifestado a intenção de se lançar ao governo estadual novamente.
Lula já tem o nome de Simone Tebet como pré-candidata ao Senado pelo PSB, mesmo partido de França, e também pode ter Marina Silva como candidata à segunda vaga no estado.
O que se fala nos bastidores é que o presidente teria deixado o caminho livre para que o agora ex-ministro escolhesse qual cargo se lançar, tanto ao Senado quanto a vice de Haddad — além de alguma possibilidade de comandar o Mdic.
Ministério do empreendedorismo
Nesta sexta, o governo oficializou Tadeu Alencar, como novo ministro do Empreendedorismo, no lugar de França. Neste caso, a pasta também ficou a cargo de seu número 2.
Ao longo das discussões sobre a reestruturação da equipe do governo durante a disputa eleitoral deste ano, o presidente Lula priorizou que seus ministros fossem sucedidos por seus secretários-executivos, para manter os mesmos direcionamentos e entregas da gestão.
Até o momento, houve exceções na sucessão do Ministério da Agricultura e Pecuária, que passou para o comando de André de Paula, então ministro da Pesca.
Ainda nesta sexta, foi publicada a exoneração da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. O cargo ainda segue em aberto.









