Faltando menos de 6 meses para o início da Copa do Mundo, o debate sobre favoritismo costuma se concentrar em poucas seleções tradicionais. No entanto, o novo formato do torneio, agora com 48 participantes, amplia o espaço para campanhas inesperadas, assim como aconteceu com Marrocos em 2022, quando a seleção africana ficou com o 4º lugar.
Pensando nisso, selecionamos cinco seleções pouco comentadas, de diferentes continentes, que vão para a Copa dos Estados Unidos, Canadá e México com grandes chances de surpreender e ir longe na competição.
Noruega: talento ofensivo e campanha impecável
A Noruega chega à Copa com uma das gerações mais talentosas de sua história recente. Liderada por nomes consolidados no futebol europeu, como o atacante Haaland, a seleção escandinava apresentou desempenho perfeito nas Eliminatórias Europeias, vencendo todas as partidas do seu grupo e garantindo a classificação com antecedência.
O ponto forte está do meio-campo para frente, como Odegaard, Sorloth e o próprio atacante do Manchester City, que vivem grande fase em seus clubes. Mesmo inserida em um grupo difícil na Copa (França, Senegal e repescagem), a Noruega reúne condições suficientes para brigar diretamente por uma das vagas na próxima fase.
Japão: evolução técnica e maturidade coletiva
O Japão consolidou-se como uma das seleções mais organizadas fora do eixo tradicional. A equipe alia disciplina tática, intensidade e crescente qualidade técnica, reflexo direto do alto número de jogadores atuando nas principais ligas da Europa. A vitória no amistoso sobre o Brasil por 3 a 2, de virada, no fim de 2025, mostra que a seleção japonesa não é apenas mais uma entre os 48 participantes.
A convivência constante com o futebol de elite elevou o nível competitivo dos japoneses, que hoje demonstram segurança tanto contra seleções medianas quanto diante de adversários de primeira linha. Em um grupo equilibrado, com Holanda, Tunísia e um representante da repescagem da UEFA, o Japão tem capacidade real de impor seu jogo e disputar protagonismo.
Colômbia: elenco equilibrado e experiência internacional
A Colômbia chega ao Mundial respaldada por um elenco profundo e versátil. Com jogadores espalhados por grandes ligas da Europa, como Luis Díaz no Bayern de Munique e John Arias no Wolverhampton, e da América do Sul, caso de Carrascal no Flamengo, a seleção apresenta equilíbrio entre juventude e experiência, além de variedade de soluções ofensivas.
Terceira colocada nas Eliminatórias da América do Sul (na frente do Brasil), os colombianos já mostraram que possuem potencial para competir em alto nível em jogos decisivos. Dependendo do encaixe coletivo, a Colômbia pode se tornar uma das seleções mais difíceis de enfrentar na fase inicial da Copa, em um grupo que conta com Portugal, Uzbequistão e uma seleção da repescagem do Intercontinental 1.
Tunísia: solidez e regularidade em alta
A Tunísia vive um de seus momentos mais consistentes no cenário internacional. A campanha nas Eliminatórias Africanas foi marcada por invencibilidade e alto aproveitamento, refletindo um time bem organizado, com identidade ofensiva clara e bom controle dos jogos. Hannibal Mejbri, do Burnely, Elias Achouri, do Copenhagen, e Ismael Gharbi, do Augsburg, são os principais nomes da seleção comandada por Sami Trabelsi.
Em 2025, a Tunísia segurou a seleção brasileira em um amistoso, terminado em 1 x 1. Na Copa, os primeiros adversários serão Holanda, Japão e um país da repescagem da Europa B.
México: confiança em alta como anfitrião
Entre os países-sede, o México é o que chega com maior possibilidade de ir longe na competição. Ao lado de Coréia do Sul e África do Sul no Grupo A, a chave dos mexicanos não é das mais complicadas. Além disso, o México de Javier Aguirre é o atual campeão da Copa Ouro da CONCACAF. Jogando em casa e com o apoio dos torcedores, é um país que possui condições ideais para avançar de fase e crescer durante o torneio.













