O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou a criação de supermercados públicos como uma de suas principais políticas públicas de segurança alimentar e comida acessível, ao chegar nos 100 primeiros dias de seu governo.
A iniciativa de Mamdani é inspirada em um modelo semelhante que já está em operação na cidade de São Paulo, por meio dos Armazéns Solidários.
Em Nova York, o programa prevê a criação de supermercados públicos, administrados pela prefeitura, sem visar lucros, com o objetivo oferecer alimentos de qualidade a preços mais baixos à população em vulnerabilidade social.
A medida vai ampliar o acesso à alimentação digna em regiões com pouca oferta, especialmente em bairros populares como East Harlem, onde a primeira unidade deve ser implantada.
Política consolidada em SP
Na cidade de São Paulo, essa política pública de segurança alimentar que está sendo implantada em Nova York já está consolidada.
Criado em janeiro de 2024 pelo governo do prefeito Ricardo Nunes (MDB), eles funcionam como um mercado popular voltado à população cadastrada no CadÚnico.
A iniciativa oferece alimentos industrializados, hortifrutis e produtos de higiene e limpeza com preços, em média, 30% mais baixos do que os praticados no comércio tradicional de cada região.
Combate à fome
Além da comercialização, os Armazéns Solidários atuam diretamente no combate à fome oferecendo itens básicos como arroz, açúcar, farinha, leite em pó e até ração para pets gratuitamente na Banca Solidária: os produtos são arrecadados pelo Banco de Alimentos do município e cada pessoa pode retirar até 1 kg por dia.
Expansão e impacto social
Atualmente, o Armazém Solidário atende em sete unidades – City Jaraguá, Jaraguá e Estrada do Sabão (Brasilândia), na Zona Norte; São Miguel Paulista, Guaianases e Cidade Tiradentes, na Zona Leste; e M’Boi Mirim, na Zona Sul, a mais nova e mais moderna.
E estão previstas mais três unidades para este anoem Pedreira, Grajaú e Itaquera.
O Armazém Solidário fez, de acordo com a Prefeitura da capital paulista, só em 2025, mais de 800 mil atendimentos e comercializou mais de 11 milhões de produtos, dentre os quais se destacaram itens como arroz – mais de mil toneladas comercializadas – e leite – mais de 1,5 milhão de litros vendidos.
Foram cerca de R$ 60 milhões movimentados em vendas, sendo uma média de quatro mil pessoas atendidas por dia, com 85% de aprovação.
Outro destaque dos Armazéns Solidários é que o programa visa a qualidade nutricional dos produtos, por isso 94% dos itens são oferecidos in natura ou minimamente processados, reforçando o compromisso da Prefeitura de São Paulo com a alimentação saudável.
Nos Armazéns Solidários, as famílias têm a oportunidade de escolher os itens que querem levar para a casa, de acordo com suas necessidades e preferências alimentares, diferente do que é ofertado, por exemplo, por meio de cestas básicas.
O programa do Armazém Solidário faz parte de um conjunto de ações da Prefeitura de São Paulo que, em 2025, entrou para o Guinness World Records por ser reconhecido como o maior programa municipal de segurança alimentar do mundo.








