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Nova CSLL para bancos entra em vigor já na próxima semana

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Receita FederalReprodução/ Receita Federal

A Receita Federal oficializou as novas regras de cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras, com vigência a partir de 1º de abril de 2026. A medida redefine as alíquotas do tributo que incide sobre o lucro das empresas e amplia a carga tributária sobre diferentes segmentos do sistema financeiro.

A mudança foi regulamentada por instrução normativa publicada no Diário Oficial da União e tem como base a Lei Complementar nº 224/2025. O início da cobrança respeita o prazo de 90 dias após a sanção da lei, conforme determina a Constituição.

Novas alíquotas por tipo de instituição

O novo modelo estabelece percentuais distintos conforme o perfil das empresas financeiras. Bancos passam a recolher a maior alíquota, enquanto outras instituições terão níveis intermediários de tributação.

  • Bancos: 20%
  • Corretoras, seguradoras e cooperativas de crédito: 15%
  • Instituições de pagamento e fintechs: 12% até 2027, subindo para 15% em 2028
  • Sociedades de crédito, financiamento e capitalização: 17,5% até 2027, chegando a 20% em 2028
  • Demais empresas: 9% (mantida)

Além disso, a norma prevê a incidência de 17,5% de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre juros pagos por essas instituições.

O que muda na prática

Antes da mudança, havia maior uniformidade na cobrança da CSLL, com menos diferenciação entre os tipos de instituições financeiras. Com o novo modelo, o governo passa a aplicar alíquotas mais altas para segmentos considerados mais lucrativos, como os grandes bancos, e uma tributação escalonada para fintechs e outras empresas do setor.

A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas ao aumento da arrecadação federal e à recomposição das contas públicas, em meio ao avanço de reformas estruturais no sistema tributário brasileiro.

Impacto para o mercado e consumidores

O aumento da carga tributária deve pressionar as margens de lucro das instituições financeiras. Como consequência, parte desse custo pode ser repassada ao consumidor final.

Na prática, isso pode significar:

  1. crédito mais caro
  2. aumento de tarifas bancárias
  3. menor competitividade para fintechs no curto prazo

Por outro lado, o governo aposta que a medida ajudará a fortalecer o equilíbrio fiscal, ampliando a arrecadação sem impactar diretamente setores produtivos fora do sistema financeiro.

Reação e perspectivas

A mudança encerra um ciclo de discussões iniciado ainda em 2025 e já vinha sendo acompanhado com cautela pelo mercado. Analistas apontam que os efeitos reais devem começar a aparecer nos próximos meses, conforme as instituições ajustarem suas estratégias diante do novo cenário tributário.

A nova regulamentação também consolida regras anteriores e padroniza a cobrança da CSLL, dando maior clareza ao enquadramento das empresas dentro do sistema financeiro.

*Estagiária sob supervisão

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