O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) anunciou nesta segunda-feira (16) que vai acionar o Ministério Público contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o petista no domingo (15) durante desfile na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
O parlamentar afirmou que o desfile, realizado com verba pública federal, configurou “um verdadeiro desfile-comício em rede nacional”, com enredo, alegorias e transmissão exaltando Lula e seus programas de governo.
Nikolas também disse que, se houver registro de candidatura do presidente, ingressará com Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político e econômico.
O deputado questionou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que considerou o desfile como expressão cultural, e comparou à situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível.
“Enquanto isso, Bolsonaro segue INELEGÍVEL por muito menos. Sob o pretexto de cultura, vimos dinheiro público federal financiar um verdadeiro desfile-comício em rede nacional. Teve enredo, alegorias e transmissão exaltando o presidente e seus programas de governo. Surreal”, escreveu.
Nikolas Ferreira (PL) segue a mesma linha do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, que também anunciou ação contra o TSE em razão do desfile.
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Homenagem ao presidente
A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do carnaval carioca após conquistar o título da Série Ouro em 2025.
O desfile aconteceu na primeira das três noites de apresentações na Passarela do Samba e teve como enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins e pelo enredista Igor Ricardo.
A sinopse destaca a infância de Lula no agreste pernambucano, abordando o ambiente familiar e histórias populares da região. “A vida por lá era dura. Mas medo mesmo a família Silva tinha era das coisas do outro mundo”, registra o texto, ao citar personagens do imaginário popular.
O relato menciona ainda a mudança da família para São Paulo, em 1952, para escapar da seca em Garanhuns: “Foram treze dias e treze noites que pareciam intermináveis num pau de arara de tábuas de madeira”.
O enredo percorre ainda o período da ditadura militar, a atuação sindical de Lula, a perda da mãe, dona Lindu, e sua trajetória política até se tornar deputado constituinte e presidente da República.
“Nada do que Lula fez, ele fez sozinho. Sua liderança nasceu, cresceu e se consolidou como expressão de um andar junto”, conclui a sinopse.










