O Campeonato Brasileiro 2026 terá o maior número de jogos em gramados artificiais da história da competição. Athletico‑PR e Chapecoense retornaram à elite, juntando-se a Palmeiras, Botafogo e Atlético‑MG, todos mandantes em estádios com sintético.
O Vasco, que pretende iniciar obras em São Januário, tem um acordo para mandar as partidas no Nilton Santos. Isso significa que o Brasileirão pode ter 114 partidas em gramados artificiais, cerca de 30% das 38 rodadas. E essa grande quantidade de jogos no sintético pode tirar craques como Neymar, Lucas e Hulk de partidas decisivas.
Levando em conta que os times citados façam os 18 jogos como mandante em seus estádios, seriam, pelo menos, 15 pontos que Neymar e companhia deixariam de disputar. Caso o Vasco também jogue em gramado sintético, esse número aumentaria para 18.
Na prática, são pontos que podem tirar um time da briga contra a zona de rebaixamento e colocá-lo na disputa por uma vaga na Libertadores. Em 2025, por exemplo, o Internacional, primeiro fora do Z4, somou 44 pontos. O Botafogo, no G6, somou 63.
Neymar não joga em gramado artificial
No retorno ao futebol brasileiro, Neymar passou a rejeitar gramados artificiais. Depois de torcer o tornozelo ainda no primeiro minuto de um empate com o Atlético‑MG na Arena MRV, em setembro, o atacante do Santos foi às redes sociais e resumiu seu sentimento: “Comprovado… sintético é uma merda”.
Se recuperando de uma cirurgia no joelho, Neymar deve voltar ao Santos no início do Brasileirão. Porém, a estreia contra a Chapecoense, dia 28/1, é na Arena Condá. Ou seja, em um estádio com gramado artificil.
“Vamos tê-lo logo, semanas ou dias, não mais do que isso. Ele está trabalhando bem. Falei com ele, estava muito cansado, porque está fazendo turno duplo. Nós temos muito jogos seguidos, mas vejo o Neymar muito compromissado a estar pronto longo”, disse o técnico Vojvoda após o empate por 1 a 1 contra o Corinthians, pelo Paulistão.
Portanto, a tendência é que o craque jogue na 2ª rodada, dia 04 de fevereiro, diante do São Paulo, na Vila Belmiro.
Lucas Moura se lesionou no Allianz Parque
O São Paulo também teve problemas. Lucas Moura sofreu um trauma no joelho direito em fevereiro de 2025, após choque com o piso do Allianz Parque durante a semifinal do Paulistão, e foi preservado pelo técnico Luis Zubeldía em vários jogos do Brasileirão.
Lucas havia perdido dez partidas desde a contusão e se tornou um dos porta-vozes do manifesto anti‑sintético. Em suas redes sociais, ele argumentou que, dada a representatividade do futebol brasileiro, usar grama artificial “não deveria nem ser uma opção” e que os atletas devem ser ouvidos.
Dudu e Hulk também se manifestaram
Dudu e Hulk, do Atlético-MG, também já se envolveram na polêmica. Pouco antes da negociação com o Galo, Dudu chegou a reclamar do gramado artificial dizendo que o mesmo piorou uma lesão na época do Palmeiras.
“Achei que, depois que machuquei o joelho, a grama sintética teve um pouco (de culpa) para isso acontecer”, disse.
Em fevereiro de 2025, além dos jogadores citados, outros nomes como Thiago Silva, Coutinho, Bruno Henrique e Gabigol compartilharam um manifesto nas redes sociais pedindo o fim do gramado sintético.
Estádios e tipo de gramado do Brasileirão 2026
- Arena MRV (Atlético‑MG) – sintético
- Estádio Nilton Santos/Engenhão (Botafogo) – sintético
- Allianz Parque (Palmeiras) – sintético
- Arena da Baixada (Athletico‑PR) – sintético
- Arena Condá (Chapecoense) – sintético
- Arena Fonte Nova (Bahia) – natural
- Estádio Municipal Cicero De Souza Marques (Bragantino) – natural
- Neo Química Arena (Corinthians) – natural
- Mineirão (Cruzeiro) – natural
- Maracanã (Flamengo) – natural
- Maracanã (Fluminense) – natural
- Arena do Grêmio (Grêmio) – natural
- Beira‑Rio (Internacional) – natural
- Campos Maia (Mirassol) – natural
- Vila Belmiro (Santos) – natural
- Morumbis (São Paulo) – natural
- São Januário (Vasco) – natural / Nilton Santos – sintético
- Barradão (Vitória) – natural
- Couto Pereira (Coritiba) – natural
- Mangueirão (Remo) – natural













