O cantor e compositor Benito di Paula, torcedor declarado do Flamengo, morreu neste domingo (18/10) em São Paulo. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho, no centro da capital paulista. E morreu, aos 84 anos, em consequência de complicações causadas por um câncer de próstata. Benito lutava há um ano contra a doença.
Autor de canções que se tornaram clássicos da música popular brasileira, Benito ganhou reconhecimento ao unir o samba ao piano de cauda, numa mistura que ele denominou de “samba-joia”. Dessa forma, com um ritmo que trazia sua assinatura, o autor construiu um vasto repertório que inclui, entre outros sucessos, a canção “Charlie Brown”, uma exaltação a ícones da identidade nacional. Na letra, Benito diz que vai mostrar ao amigo Charlie Brown coisas do Brasil. Assim, menciona personalidades como Luiz Gonzaga e Vinícius de Moraes, e manifestações culturais, como o carnaval. Um dos trechos mais populares, porém, é quando ele canta: “Torcida do Flamengo, coisa igual não tem”.
Benito di Paula tinha o nome verdadeiro de Uday Velloso. Natural de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, nasceu em 28 de novembro de 1941. Teve grande sucesso na década de 1970, com sambas de grande popularidade, como “Retalhos de Cetim”, “Tudo está no seu lugar” (1976) e “Do jeito que a vida quer”. Este último foi tão marcante na carreira do artista que inspirou o nome do enredo da Águia de Ouro em 2025, quando a escola de samba paulista teve Benito como grande homenageado. Assim, o enredo se chamou “Em Retalhos de Cetim, a Águia de Ouro do jeito que a vida quer”.












