A Justiça encerrou definitivamente o inquérito policial que apurava a conduta de Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, por suposta falsidade ideológica. O Ministério Público decidiu não apresentar denúncia formal contra o dirigente tricolor, descartando também a abertura de qualquer ação penal sobre o episódio.
A manifestação favorável ao arquivamento partiu inicialmente da própria promotoria em 27 de julho, após análise técnica constatar a inexistência de elementos probatórios suficientes para sustentar a acusação. Embora a instituição são-paulina tenha enviado um recurso contra a conclusão preliminar, a Procuradoria-Geral de Justiça rejeitou o pedido por ausência de fatos novos em 11 de setembro. Por consequência, o juiz Luigi Monteiro Sestari determinou a remessa dos autos ao arquivo nesta semana.
Origem da denúncia e polêmica sobre a SAF do São Paulo
A saber, a apuração teve como ponto central um documento datado de dezembro de 2025, elaborado durante o debate de reformas no Estatuto Social promovido sob a gestão de Julio Casares. O projeto legislativo interno previa normas específicas para a possível constituição de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), estabelecendo a separação formal entre a gestão esportiva e o clube social.
Contudo, a Comissão de Ética do clube questionou formalmente a legitimidade de um parecer favorável atribuído ao Conselho Consultivo. O argumento levantado pelos denunciantes sustentava que o órgão colegiado não havia se reunido de fato para deliberar e aprovar o relatório, o que levou a Polícia Civil a indiciar o presidente do Conselho Deliberativo ao término das apurações iniciais.
Defesa de Olten e encerramento do processo
Desde o início dos procedimentos investigativos, Olten Ayres sempre negou categoricamente qualquer irregularidade ou má-fé na condução dos trâmites internos. A defesa do mandatário sustentou perante as autoridades que a conduta sob escrutínio carecia de qualquer relevância na esfera penal, tese que acabou integralmente acolhida pelos promotores.
Por fim, com a homologação judicial do arquivamento, o caso fica encerrado na esfera da Justiça estadual, aliviando a tensão política no MorumBIS. Até o momento, a assessoria institucional do São Paulo não emitiu posicionamento público sobre a decisão que encerrou o inquérito.
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