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Master: Fachin arquiva ação da PF que pedia suspeição de Toffoli

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Os ministros do STF, Edson Fachin e Dias ToffoliReprodução/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu pelo arquivamento da ação que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli como relator da investigação sobre as fraudes do Banco Master.

A ação, denominada arguição de suspeição, foi aberta após a Polícia Federal (PF) encaminhar a Fachin, no dia 10 de fevereiro, um relatório tratando da relação entre o ministro do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

Esse relatório apresentava menções a Toffoli extraídas do celular de Vorcaro. Ele falava do ministro em mensagens trocadas com seu cunhado, Fabiano Zettel, sobre o pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá.

No dia 12 de fevereiro, os ministros do Supremo fizeram uma reunião reservada para discutir o relatório apresentado pela PF.

Ficou decidido então a anulação do pedido formal de suspeição e, para preservar a imagem do ministro, os magistrados divulgaram uma nota na qual informaram que o próprio Toffoli decidiu abrir mão da relatoria, em respeito aos “altos interesses institucionais” envolvidos no caso.

Dessa forma e com o arquivamento da suspeição, Toffoli segue apto a julgar o caso, quando o julgamento for remetido para a 2ª Turma da Corte, da qual ele faz parte.

No documento, eles destacaram “não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição” e reconheceram “a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli” no caso.

O arquivamento da arguição de suspeição foi, dessa forma, uma decorrência do que ficou decidido naquela reunião.

Depois que Toffoli deixou a relatoria do inquérito, o caso foi sorteado e distribuído para o ministro André Mendonça.

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