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Linha do tempo: relembre como foram os atos em 8 de janeiro de 23

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Ataques à Praça dos Três Poderes levaram ao STF a uma série de investigações e ações penais
Na tarde do dia 8 de janeiro de 2023, um grupo de manifestantes bolsonaristas invadiram e vandalizaram a praça dos Três Poderes. Eles protestavam contra o resultado do pleito que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao sistema de votação via urna eletrônica.

As sedes do Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal ficaram completamente depredados. Na ocasião, instalações foram quebradas, câmeras de segurança arrancadas e destruídas e a fiação foi exposta.

Algumas horas após os atos antidemocráticos, as forças de segurança reassumiram o controle da Esplanada dos Ministérios. Ainda durante o dia 8 de janeiro, cerca de 243 foram presas, sendo 161 homens e 82 mulheres. No mesmo dia, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi afastado do cargo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, referendada pelo Plenário posteriormente. Na mesma decisão, Moraes ordenou a desmobilização dos acampamentos próximos a quartéis, a desocupação de vias e prédios públicos em todo o país e a apreensão dos ônibus usados no transporte de envolvidos para o Distrito Federal.
No dia 9 de janeiro, 1.927 pessoas foram levadas à Academia Nacional de Polícia. Desse total, 775 foram liberadas e 1.152 permaneceram presas, número que caiu para 938 após as audiências de custódia. Atendendo a pedido da Polícia Federal, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Anderson Torres, então secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, e do coronel Fábio Vieira, comandante da PM do DF à época, por suposta omissão que teria contribuído para os atos terroristas. Também foram instaurados inquéritos para apurar as condutas de Torres e do governador Ibaneis Rocha. Anderson Torres foi preso no dia 14 de janeiro por determinação do STF.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminha ao Supremo Tribunal Federal denúncias contra outras pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Presos dentro do Senado Federal, os acusados responderam por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado. O STF converteu parte dos inquéritos em ações penais e organizou os réus em diferentes núcleos de atuação.
O Supremo Tribunal Federal deu início, em 13 de setembro de 2023, ao julgamento das ações penais contra os envolvidos nos atos antidemocráticos que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes. As ações foram analisadas individualmente pela Corte, com base nas denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República. Quanto às provas, a PGR reuniu um conjunto de evidências, incluindo mensagens, fotos e vídeos publicados pelos próprios envolvidos nas redes sociais, imagens de câmeras de segurança do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF, vestígios de DNA coletados nos locais invadidos e depoimentos de testemunhas.
Com o avanço das investigações sobre financiadores, organizadores e autoridades suspeitas de omissão ou conivência, novas denúncias foram apresentadas ao Supremo Tribunal Federal. E passaram a apontar indícios de uma articulação por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Segundo os dados levantados, os atos foram orquestrados pelo grupo ligado a Bolsonaro, suspeito de participar da tentativa de subversão constitucional. Esse entendimento ganhou força a partir de conversas e áudios obtidos pela Polícia Federal.
Os processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 seguem em tramitação no STF, com novas condenações, execução de penas e continuidade das investigações sobre responsabilidades políticas, administrativas e financeiras ligadas às invasões. Em 2025, já haviam sido apreendidas 371 pessoas envolvidas nos atos, e o STF homologou 527 acordos de não persecução penal com investigados que estavam acampados em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

Segundo a PF, o radicalismo que levou aos atos golpistas foi alimentado por uma tentativa de golpe que se estendeu desde o final do mandato de Bolsonaro e teve continuidade após sua saída da presidência, incluindo o atentado a bomba contra o STF em novembro de 2024. Em 2025, o STF julgou Bolsonaro e outros sete aliados acusados de chefiar a trama golpista. Em setembro, o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão e 3 meses, acusado de tentativa de golpe de Estado e de outros quatro crimes.

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