O Banco Central (BC), divulgou nesta segunda-feira (30) o aumento dos juros médios cobrados pelos bancos, especialmente no rotativo, uma das modalidades mais caras do mercado para pessoas físicas, que subiram para 435,88% ao ano em fevereiro.
O rotativo é acionado quando o consumidor não paga o valor total da fatura até o prazo do vencimento e entra em uma linha de crédito elevada. Dados apontam que cerca de 40 milhões de brasileiros estavam nessa modalidade em janeiro com uma taxa de inadimplência de 63,5% e cresce risco de dívidas.
Peso das dívidas
A alta dos juros acontece em um cenário de forte comprometimento da renda. Atualmente, cerca de 29,33% da renda das famílias está destinada ao pagamento de dívidas, o que reduz o espaço no orçamento e limita o consumo.
Além disso, o crédito mais caro tende a desacelerar a economia, já que o acesso ao financiamento fica mais restrito e as famílias passam a consumir menos.
Mesmo com eventuais movimentos na taxa básica de juros (Selic), o custo do crédito ao consumidor segue elevado. Isso ocorre por fatores como o risco de inadimplência, custos bancários e o nível de endividamento da população.
Apesar do cenário mais apertado, os bancos ainda liberaram R$ 602,3 bilhões em novos empréstimos em fevereiro. Ainda assim, houve leve queda nas concessões na comparação mensal com ajuste sazonal, indicando perda de fôlego na demanda por crédito.
O que inclui também outras formas de financiamento além dos bancos, o volume total de crédito atingiu R$ 21 trilhões equivalente a 163,7% de tudo o que o país produz em um ano.
Com taxas ainda próximas de 436% ao ano, o cartão de crédito continua sendo um dos principais vilões do endividamento no Brasil exigindo planejamento e atenção dos consumidores.
*Estagiária sob supervisão












