Os vídeos de Bruno Barbosa, de 22 anos, pescando com um estilingue em Cubatão, no litoral paulista, já superaram a marca de 10 milhões de visualizações nas redes sociais. Em um dos registros mais famosos, o jovem é abordado por um guarda civil municipal. Ele explica o que está fazendo e, logo em seguida, mira na água e captura um peixe. Assista:
No entanto, segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a legislação federal proíbe a prática fora de lagoas marginais. A aplicação de multas e outras penalidades, caso o pescador seja flagrado, é de responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Pescador desde criança
Bruno pesca desde a infância. O interesse pelo estilingue surgiu há cerca de dois anos, época em que ainda utilizava o anzol.
De acordo com o jovem, o motivo foi ter visto um pescador praticando a modalidade no Píer do Casqueiro, ponto turístico de lazer e convivência na Avenida Beira Mar, no bairro Jardim Casqueiro, em Cubatão.
Ele comprou um kit e, há três meses, treina no local. Inicialmente, os alvos eram resíduos que estavam na água. “Fui praticando tirando lixo do píer. Fui atirando nos lixos, tirando da água, e assim aprendi”, afirmou Bruno.
Já as gravações começaram há cerca de um mês, quando comprou uma câmera, incentivado pela família.
Riscos
Diferentemente da pesca com anzol, o estilingue lança objetos como pedras que podem provocar lesões, fraturas e hemorragias nos peixes. Até mesmo depois de escapar, eles podem morrer devido aos ferimentos.
Bruno relatou que pesquisou sobre a proibição antes de comprar o equipamento e supôs que a eventual restrição estivesse na legislação municipal. Porém, não encontrou nenhuma regra local.









