O The Wall Street Journal comparou o PCC, maior facção criminosa do Brasil, à dimensão da máfia italiana. A reportagem traça paralelos entre o tráfico de armas em Boston e ataques de piratas na Amazônia, e afirma que a organização representa uma das principais ameaças aos esforços internacionais de combate ao crime organizado.
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“Uma gangue brasileira fundada nos violentos presídios do país está se tornando rapidamente uma das maiores organizações criminosas do mundo, remodelando o fluxo global de cocaína da América do Sul para os portos mais movimentados da Europa e se infiltrando nos Estados Unidos” , descreve o jornal norte-americano.
O WSJ afirma que, com cerca de 40 mil integrantes dentro e fora das prisões, o PCC se tornou o maior grupo criminoso das Américas, com atuação em quase 30 países e presença em todos os continentes, consolidando-se como uma organização transnacional.
“Com a dimensão das organizações criminosas italianas e a eficiência de uma multinacional, o Primeiro Comando da Capital (PCC) contribuiu para apreensões recordes de cocaína na Europa e desencadeou violentas disputas territoriais em importantes portos da Bélgica e da Holanda”, afirma o WJS.
Possível classificação como organizações terroristas
A reportagem foi publicada em meio às discussões sobre a possibilidade de o governo de Donald Trump classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Segundo o The Wall Street Journal, promotores e autoridades policiais brasileiras defendem que Trump classifique o PCC como Organização Terrorista Estrangeira. A publicação acrescenta que esses agentes veem a facção como a expressão do crime organizado em seu “nível mais extremo”.
*Matéria em atualização







