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IPCA-15 sobe 0,41% em junho; veja o que ficou mais caro

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Segundo dados divulgados pelo IBGE, só em julho, a alta de preços medida pelo IPCA foi de 0,62%%2C contra 0,79 % de junho e 0,01% do mesmo período do ano passadoThinkstock Photos

A prévia da inflação oficial do país subiu 0,41% em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de ter perdido força em relação a maio, quando ficou em 0,67%, alguns itens importantes para o dia a dia dos brasileiros se mantiveram mais caros, como alimentos e energia elétrica.

Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 3,45% no ano e de 4,80% em 12 meses. A taxa de junho ficou 0,21 ponto percentual abaixo da registrada em maio e também veio levemente abaixo das projeções do mercado, que esperava alta de 0,44%. Em junho do ano passado, o índice havia avançado 0,26%. 

Grupos como de alimentação, bebidas e habitação foram os que mais influenciaram o resultado do mês. Juntos, eles responderam por cerca de 66% da alta registrada no mês.

Alimentos seguem caros no bolso

Os preços dos alimentos continuaram em alta, embora tenham subido menos em comparação a maio. Os maiores aumentos foram registrados na batata-inglesa, tomate, feijão-carioca e a cebola.

IPCA-15 é de 0,41% em junhoReprodução/ IBGE

Principais altas:

  • Batata-inglesa: 29,42%
  • Tomate: 17,27%
  • Feijão-carioca: 14,29%
  • Cebola: 9,54%

Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos e ajudaram a conter uma alta ainda maior da inflação.

Entre eles estão:

  • Café moído: -3,69%
  • Frutas: -0,96%

Já a alimentação fora de casa teve alta de 0,40% em junho, abaixo dos 0,51% registrados no mês anterior.

Conta de luz continua pressionando 

A energia elétrica residencial foi o item que mais impactou o IPCA-15 em junho. As contas de luz ficaram 2,04% mais altas no período.

Segundo o IBGE, a alta foi influenciada pela manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes aplicados em algumas distribuidoras de energia do país.

Mesmo com essa pressão, o grupo habitação desacelerou e passou de 1,03% em maio para 0,72% em junho.

Combustíveis estáveis

O grupo Transportes ficou praticamente estável, com leve queda de 0,03%.

O resultado foi influenciado principalmente pela redução dos combustíveis, que registraram queda média de 1,22% no mês.

  • Gás veicular: +3,78%
  • Etanol: -5,30%
  • Gasolina: -0,73%
  • Óleo diesel: -1,47%

Apesar disso, alguns itens do grupo ficaram mais caros, como as de passagens aéreas, que subiram 7,24%, e os veiculos novos, com alta de 0,42%.

Higiene pessoal e planos de saúde tiveram aumento

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais avançou 0,47% em junho.

Os maiores aumentos vieram dos artigos de higiene pessoal, que subiram 1,03%, com destaque para os perfumes, que ficaram 2,22% mais caros.

Os planos de saúde também registraram alta de 0,35%, refletindo o reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Brasília teve a maior alta 

Entre as localidades pesquisadas pelo IBGE, Brasília registrou a maior variação do IPCA-15 em junho, com alta de 0,93%.

Já os menores resultados foram observados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, onde a inflação ficou em 0,28%.

O que é o IPCA-15?

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do Brasil. O indicador mede a variação dos preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.

A metodologia é a mesma utilizada no IPCA, mas a diferença está no período de coleta dos preços, que acontece antes do fechamento do mês. Por isso, o indicador funciona como uma antecipação da inflação oficial.

*Estagiária sob supervisão

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