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Investigação derruba camarote em Salvador por lavagem milionária

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Camarote foi interditado e o dono preso em SalvadorPriscila Carvalho / Ascom-PCBA

Um camarote luxuoso de Salvador foi um dos alvos da investigação que apura um desvio milionário de dinheiro. O espaço, com três andares, três palcos, 14 telões de LED, capacidade para 825 pessoas e vista privilegiada do circuito no bairro Barra foi fechado neste sábado (14) para o Carnaval de 2026.

As movimentações atípicas entre traficantes de vários estados e influenciadores que vendem rifas nas redes sociais são investigadas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), desde 2024. Entre eles está Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, dono do camarote 305, e preso preventivamente pela polícia.

De acordo com reportagem exibida neste domingo (15), pelo Fantástico, em 2025, os investigadores descobrem que Diogo e Manuel Ferreira da Silva Filho, indiciado por lavagem de dinheiro, compram juntos um avião avaliado em mais de R$ 10 milhões.

“Então, quando houve essa comunicação dessa transferência de valores para aquisição desse avião, nós iniciamos o processo de investigação em relação ao investigado atual, Diogo”, diz Fábio Lordelo, diretor da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) à reportagem.

A aquisição levantou suspeitas dos investigadores, que intensificaram a apuração sobre a origem dos recursos usados pelo influenciador, que ostenta prêmios caros e vida de luxo no Instagram.

A polícia afirma que Diogo vende rifas extremamente baratas — algumas chegam a seis centavos — para prêmios que vão de carros de R$ 200 mil a cavalos de raça. A prática, segundo os investigadores, cria pulverização das vendas e dificulta o rastreio do dinheiro, que pode alimentar organizações criminosas.

“A rifa em si, só pode ser feita com fins filantrópicos. Ela não pode gerar lucro para quem propaga essas rifas”, revela Lordelo.

O relatório policial aponta que os artigos de luxo divulgados pelos rifeiros podem ser comprados com dinheiro do tráfico de drogas. As quadrilhas embolsam o valor arrecadado com as rifas ilegais

A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão contra outros 13 investigados nas cidades de Feira de Santana, São Bernardo do Campo (SP), São Paulo, Salvador e Camaçari, além de bloquear aproximadamente R$ 125 milhões em capitais dos integrantes do grupo criminoso.

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Falsas Promessas que fechou o camarote, que está sendo utilizado como ponto de observação estratégica por agentes de segurança pública, durante o Carnaval, a polícia cumpriu mandados de busca na casa do influenciador. Além disso, a polícia apreendeu

  • Quase R$ 130 mil em espécie;
  • 10 veículos de luxo (Lamborghini, SW4 blindadas e bicicletas elétricas)
  • 1 pistola 9 mm
  • 1 mil munições de calibres 556 e 9 mm
  • 5 carregadores de fuzil
  • 1 scooter subaquática
  • 5 caixas de som boombox
  • 15 caixas de uísque 21 anos
  • 4 caixas de iPhones 17
  • 5 caixas de PlayStations, todas lacradas
  • Avião avaliado em mais de R$ 10 milhões 

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