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INSS amplia exigência de biometria para benefícios; entenda

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Biometria FacialDivulgação

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência do cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e faz parte das ações do governo para aumentar a segurança na identificação dos segurados e combater fraudes.

A regra vale para novos pedidos de benefícios.

Quem já recebe aposentadoria, pensão ou auxílio não precisará fazer a atualização o mais rapido possivel, sendo convocado apenas quando houver necessidade de renovação cadastral.

Como vai funcionar?

Para solicitar um benefício, o cidadão deverá ter biometria cadastrada em algum site oficial do governo. Serão aceitos registros vinculados à:

  1. Carteira de Identidade Nacional (CIN);
  2. Título de eleitor;
  3. Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O procedimento já era obrigatório para pedidos do BPC/Loas desde setembro de 2024 e também é utilizado em serviços como a contratação de empréstimos consignados por aposentados e pensionistas.

Quem não precisa fazer a biometria?

A portaria prevê exceções para alguns grupos. Estão dispensados da exigência:

  • Pessoas com mais de 80 anos;
  • Estrangeiros em situação de refúgio ou apatridia;
  • Brasileiros que vivem no exterior;
  • Pessoas impossibilitadas de se deslocar por mais de 30 dias por motivo de saúde ou deficiência;
  • Moradores de localidades de difícil acesso.

Em alguns benefícios, como salário-maternidade, auxílio por incapacidade temporária e pensão por morte, a exigência também poderá ser flexibilizada conforme análise do INSS.

Caso o segurado não realize o cadastro biométrico nem comprove que se enquadra em uma das exceções previstas, o pedido poderá ser encerrado após 30 dias.

Como consultar o cadastro?

Quem já possui biometria registrada na CIN, CNH, título de eleitor ou passaporte não precisará realizar um novo cadastro.

A consulta pode ser feita pelos canais oficiais do governo, incluindo plataformas vinculadas ao GOV.BR, à Justiça Eleitoral e aos Detrans. Como os sistemas são integrados, os dados poderão ser compartilhados com o INSS durante a análise do benefício.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem dados biométricos cadastrados em bases federais.

Implantação será concluída em 2027

A ampliação da biometria será feita de forma gradual. Em abril, o governo federal adiou a implementação completa da medida, que agora está prevista para janeiro de 2027.

A mudança foi adotada para dar mais tempo à população para emitir a nova Carteira de Identidade Nacional e regularizar o cadastro biométrico sem risco de perder o acesso aos benefícios.

De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, cidadãos que ainda não possuem biometria cadastrada deverão providenciar a emissão da CIN até janeiro do proximo ano. Já aqueles que possuem registro em documentos como CNH, título de eleitor ou passaporte terão até 2028 para concluir a adequação ao sistema.

O INSS orienta que os segurados utilizem apenas os canais oficiais para consultar informações e atualizar dados cadastrais.

O órgão alerta que não solicita senhas, documentos ou dados pessoais por WhatsApp, SMS ou redes sociais. Em caso de dúvida, a recomendação é acessar o aplicativo Meu INSS ou ligar para a Central 135.

*Estagiária sob supervisão

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