Em postagem na rede social X, antigo Twitter, a Central de Comando dos Estados Unidos anunciou que realizou ataques “em larga escala” na Síria neste sábado (10), por volta de 14h30 (horário de Brasília), em parceria com “países aliados”.
Chamada de “Olho de Falcão”, a operação tem como alvo o Estado Islâmico.
Segundo agências internacionais, o bombardeio foi coordenado pelo presidente Donald Trump e é parte da operação lançada por Washington em dezembro, após um ataque contra militares americanos.
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“Os ataques de hoje tiveram como alvo o ISIS em toda a Síria”, afirmou o Comando Central em comunicado, acrescentando que as ações foram realizadas no início da tarde, no horário da Costa Leste dos Estados Unidos.
Ainda na rede social, o órgão oficial disse que os ataques fazem parte do compromisso contínuo de erradicar o terrorismo islâmico contra os combatentes dos Estados Unidos, além de prevenir futuros ataques e proteger as forças americanas e de nossos parceiros na região.
O comunicado não informou se houve mortos nos ataques.
Operação “Olho do Falcão”
A operação “Olho de Falcão” foi lançada em 19 de dezembro de 2025 e marca os primeiros ataques à Síria após a queda de Bashar al-Assad, em 2024.
Autoridades dos Estados Unidos admitem que a organização das ofensivas é uma resposta direta ao “ataque mortal” feito pelo grupo terrorista contra o país e as forças sírias em Palmira, em 13 do mesmo mês, que matou dois militares americanos e um civil que atuava como intérprete.
O bombardeio ocorre em meio a movimentações significativas da guerra civil que ocorre no país há 14 anos.
Durante o sábado, o Exército sírio afirmou ter expulsado o grupo curdo das Forças Democráticas Sírias presente em um bairro de Aleppo, a segunda cidade mais importante do país.
Cerca de 1.000 soldados americanos permanecem na Síria.
O governo sírio é liderado por ex-rebeldes que derrubaram o regime Bashar al-Assad, incluindo membros do antigo braço da Al Qaeda na Síria que romperam com o grupo e entraram em confronto com o Estado Islâmico.
A Síria vem cooperando com uma coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, tendo alcançado um acordo no fim do ano passado, quando o presidente Ahmed al-Sharaa visitou a Casa Branca.











