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Erika Hilton usa emenda parlamentar para pagar ONG que à assessora

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A Abong ja mostrou apoio a propostas da deputada, incluindo o fim da escala 6x1.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) destinou R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares para financiar ações da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), uma ONG com foco na promoção de direitos humanos e no apoio a movimentos sociais.

O financiamento visa apoiar iniciativas da Frente Parlamentar Mista LGBT+, da qual Hilton é criadora e presidente, em um esforço para fortalecer políticas públicas voltadas para a comunidade LGBTQIA+.

Alocação dos recursos

Os R$ 1,5 milhão serão distribuídos para diferentes áreas de atuação, conforme detalhado abaixo:

  • R$638,6 mil serão destinados ao empoderamento e capacitação da comunidade LGBTQIA+, com foco em iniciativas de formação política e promoção da cidadania.
  • R$ 522,1 mil têm como objetivo o fortalecimento das paradas LGBTQIA+, eventos que são símbolos de resistência e visibilidade para a comunidade.
  • R$ 319,2 mil serão usados para ações de advocacy e colaboração com a Frente Parlamentar LGBTQIA+, incluindo campanhas de conscientização e lobby legislativo.

O primeiro repasse, no valor de R$ 493,3 mil, ocorreu em janeiro de 2025. Outros pagamentos de valores semelhantes estão previstos para os meses de abril e agosto, com o objetivo de cobrir custos administrativos e operacionais da Abong, como contratação de profissionais (secretária executiva, assistente de comunicação, assessoria jurídica, entre outros), além de despesas com hospedagem, passagens e produção de materiais educativos.

Justificativa do projeto

A parceria entre a deputada e a Abong foi justificada como uma medida para promover a cidadania e defender os direitos da comunidade LGBTQIA+ em todo o Brasil.

A proposta busca influenciar mudanças legislativas e políticas que favoreçam a inclusão social por meio de ações de formação, comunicação inclusiva e pesquisa. Além disso, busca reconhecer os direitos dessa comunidade.

Controvérsia e debate ético

O uso de emendas parlamentares para financiar uma organização que presta assessoria direta ao parlamentar tem gerado discussões sobre possíveis conflitos de interesse.

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