O duelo da noite de quarta-feira (17), na Neo Química Arena, até foi movimentado. Mas somente a vontade de vencer não foram suficientes para Corinthians e Vasco conseguirem sair do 0 a 0, no jogo na ida da final da Copa do Brasil. Diante da primeira metade do confronto sem gols, a definição de quem levará o título da competição está completamente aberto.
Os adversários na última etapa pela conquista não tiveram muito tempo para descansar ou se preparar para o primeiro desafio da decisão. Afinal, precisaram lutar pela vaga há apenas quatro dias. Tanto o Timão quando o Cruz-maltino precisaram se destagastar muito mental e fisicamente nas classificações sobre Cruzeiro e Fluminense, ambas na disputa por pênaltis. Apesar da partida ter sido bem jogada, a sensação é que se tivessem tido mais tempo de recuperação, poderiam entregar mais.
O que falou para tirarem o 0 do placar?
Dentro das propostas das duas equipes, foi notório que a comandada por Fernando Diniz soube executá-la com mais êxito. Não foi uma exibição de gala, entretanto, mais que suficiente para ter conseguido um resultado melhor. Ainda assim, se tem alguém que não nada a comemorar são os donos da casa, já que vão precisar de uma entrega acima se quiserem ser campeões.
Corinthians cria pouco diante da fiel
O ambiente era muito favorável para equipe de Dorival Jr, que vinha confiante pela classificação contra um dos adversários mais fortes da temporada no futebol brasileiro, e tinha um estádio lotado de torcedores que estavam dispostos a deixar tudo na arquibancada. Mas não conseguiu em nenhum momento embalar com o apoio que veio dela, durante os 90 minutos.
Em nenhum momento o Corinthians deu a sensação que iria chegar ao gol. Não à toa, sequer criou uma grande chance na partida. As únicas que assustaram os visitantes foram a partir da bola parada. A falta de poderio ofensivo esta diretamente relacionado à atuação apagada de uma peça fundamental: Garro foi pouco acionado e não conseguiu dar a engrenagem que costuma para o coletivo.
Vasco esbarra no detalhe final
Apesar de não terem comemorado uma vitória, que seria justa, os vascaínos que viajaram do Rio rumo a São Paulo devem ter saído satisfeitos da Neo Química Arena. Não por ir para decisão em casa sem desvantagem, e sim pelo que o time mostrou em campo. O Vasco não quis saber se tinha mais de 40 mil corinthianos colocando pressão e fez o jogo que credenciou os bons momentos na temporada.
Com a marcação alta encaixada e muita paciência para tocar a bola, a equipe de Diniz esteve próximo de abrir o marcador. Acabou esbarrando na falta de eficiência no detalhe final, seja no último passe ou na finalização, e deu azar na cabeçada de Barros, que parou na trave de Hugo Souza.













