O dólar comercial encerrou as negociações desta segunda-feira (9) em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,18. O valor representa o nível mais baixo registrado desde 28 de maio de 2024, quando a moeda chegou em R$ 5,15.
Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,80%, aos 186.241 pontos, e atingiu um novo recorde de fechamento.
Ao longo do pregão desta segunda, a moeda americana oscilou entre a mínima de R$ 5,17 e a máxima de R$ 5,21.
Um dos principais motivos da perda de força do dólar foi a notícia de que a China recomendou aos seus bancos uma menor exposição aos títulos do Tesouro Americano, para diminuir os riscos.
Essa movimentação estratégica promoveu uma rodada de vendas da moeda em todo o mundo.
Outros fatores no cenário internacional também contribuíram para a queda da moeda.
Na Casa Branca, o assessor econômico Kevin Hassett disse que o crescimento do emprego poderá ser menor nos Estados Unidos nos próximos meses, o que pode abrir espaço para que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) seja mais favorável a cortes de juros.
Também chamaram a atenção do mercado a vitória de António José Seguro como novo presidente de Portugal e a conquista de dois terços do Parlamento japonês pelo Partido Liberal Democrata (PLD), da primeira-ministra Sanae Takaichi.
Fatores domésticos
Já no Brasil, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou que a política de juros passa por uma calibragem. Ele também falou sobre a situação do Banco Master, reiterando que o caso gerou uma comoção desproporcional ao tamanho da instituição.
Além desses acontecimentos, o Boletim Focus mostrou uma nova queda na projeção de inflação para 2026, agora em 3,97%.
A temporada de balanços corporativos também segue no radar, com destaque para o BTG Pactual, que divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no 4º trimestre de 2025, alta de 40,3% em um ano.
Ibovespa
O Ibovespa operou em alta no pregão, atingindo 186.241 pontos; novo recorde.
O principal índice da B3 avançou 1,80% em uma sessão marcada por forte entrada de capital estrangeiro e ambiente externo favorável.
O giro financeiro somou R$ 27,4 bilhões, reforçando o apetite dos investidores por ativos brasileiros.
O movimento foi sustentado pela alta generalizada das blue chips, com destaque para Itaú (ITUB4), Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3). As ações do Itaú avançaram 3,34%, a R$ 48,31, liderando os ganhos entre os grandes bancos.
Já os papéis da Petrobras também tiveram desempenho robusto, com a ação ordinária subindo 2,03%, a R$ 39,66, e a preferencial avançando 1,83%, a R$ 37,32, desempenho que superou a valorização do petróleo no mercado internacional no dia.
A Vale também figurou entre os principais suportes do índice, acompanhando o tom positivo do mercado global.













