Exatamente uma semana após a eliminação de Senegal da Copa do Mundo, Abdoulaye Fall, presidente da FSF (Federação Senegalesa de Futebol), revelou nesta segunda-feira (13), que descobriu que o principal médico da seleção do país, o Dr. Abdourahmane Fédior, é especializado em ginecologia.
Em entrevista coletiva, o dirigente afirmou que fez a descoberta recentemente, depois de receber reclamações dos jogadores. Fédior estava no cargo há mais de 10 anos.
Ainda em sua fala, Abdoulaye afirmou que os atletas da seleção senegalesa não se sentiam confortáveis com os tratamentos oferecidos pelo profissional.
Campanha de Senegal na Copa do Mundo
Marcada por confusões entre jogadores, comissão técnica e dirigentes, Senegal viu a última Copa do Mundo de sua geração de ouro, de Sadio Mané, Kalidou Koulibaly e Édouard Mendy, acabar de maneira precoce.
Após duas derrotas consecutivas para França e Noruega na fase de grupos, os “Leões de Teranga” enfrentaram o Iraque com uma complicada missão em busca de uma vaga como um dos melhores terceiros colocados.
A goleada por 5 a 0 praticamente garantiu o país no mata-mata. A classificação foi confirmada matematicamente no último dia de jogos, quando o rival da próxima fase também foi definido: a Bélgica.
Surpreendentemente, Senegal abriu 2 a 0 e parecia encaminhar uma classificação tranquila às oitavas de final, que seria a terceira da história da equipe em Copas do Mundo.
No entanto, mudanças feitas pelo técnico Rudi Garcia, incluindo a entrada de Romelu Lukaku, mexeram com a postura dos belgas, que empataram o jogo no tempo normal, forçando a prorrogação.
Nos acréscimos da segunda etapa adicional, o árbitro foi ao monitor do VAR e viu pênalti em Youri Tielemans, que converteu uma dos melhores cobranças da história do torneio e confirmou a classificação dos europeus.
Senegal foi apenas uma das seis seleções africanas que caíram na fase de 16 avos de final da Copa do Mundo, ao lado de África do Sul, Gana, Costa do Marfim, República Democrática do Congo e Argélia.












