O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e a influenciadora digital Aline Bardy Dutra, conhecida como Esquerdogata, dispensaram um possível acordo judicial de conciliação. Os dois estiveram em diência no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), na terça-feira (10).
O Ministério Público do DF (MPDFT) propôs que a influenciadora, em troca de evitar o processo criminal, pagasse R$ 2 mil em favor de uma instituição.
O deputado Nikolas Ferreira se opôs à medida. Aline tem 10 dias para se manifestar.
Nikolas move um processo de difamação contra a influenciadora, que tem 805 mil seguidores em seu perfil, após apresentação de queixa-crime à Polícia Civil de São Paulo.
O motivo é um vídeo, publicado nas redes sociais em fevereiro do ano passado, no qual ela dizia que o bolsonarista era um dos “responsáveis pelo maior esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas”, além de atribuir a ele “o termo pejorativo de ‘Chupetola’”.
Ela se defendeu afirmando que, no post, “não existiu nenhum desejo, intenção ou vontade de difamar ou injuriar o deputado”.
Em relação ao apelido de “Chupetola”, alegou que apenas repetiu “alcunhas popularmente usadas em relação ao deputado e de domínio público”.
Nas redes, Aline compartilha conteúdos sobre política, cultura e direitos humanos, misturando humor e ativismo em vídeos sobre o cenário político atual.
Ela ganhou destaque ao gravar vídeos em frente à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro vestindo uma camisa da Seleção Brasileira de futebol.
Em um deles, Aline pergunta a um segurança se poderia se ajoelhar na calçada para uma oração. Ela encerra a fala com a frase “Deus que elimine”, o que gerou polêmica.
A gravação foi republicada no perfil de um dos seus advogados, Roberto Bertholdo com a postagem: “Figura de linguagem, a gente aprende no fundamental dois”.
Ela explicou que não quis dizer desejava a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas sim, queria que ele ficasse vivo para “pagar pelos seus crimes”.








