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Delegados aprovam paralisação e  serviços da PF serão suspensos

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Polícia Federal deflagrou hoje (5), a Operação Dataleaks em São Paulo, de Tocantins e de Alagoas.Polícia Federal/Gov

Os delegados da Polícia Federal (PF) aprovaram uma paralisação que prevê a suspensão das atividades da PF por 82 horas a partir da próxima quarta-feira (25). As informações são da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).

Segundo o órgão, foi realizada uma Assembleia Geral Extraordinária no último dia 20 de março, que contou com a participação de 1.045 delegados associados. Na reunião, foi aprovado o movimento “82 horas sem a PF” com 94,9% dos votos.

A iniciativa vai suspender as atividades da Polícia Federal por 82 horas, com exceção dos atendimentos relacionados a flagrantes e a situações de violência ou grave ameaça à pessoa. A emissão de passaportes deve ser afetada com a medida.

De acordo com a ADPF, o movimento é pela ausência de encaminhamento para o Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), projeto que amplia a capacidade do Estado no combate ao crime organizado.

A proposta do fundo é a destinação de recursos oriundos do próprio crime para o financiamento da segurança pública, o que garante orçamento sem a criação de novos impostos. Veja nota:

“Aprovado com 94,9% dos votos, a iniciativa prevê a suspensão das atividades por 82 horas (com exceção aos atendimentos relacionados a flagrantes e a situações de violência ou grave ameaça à pessoa).

A deliberação ocorre pela ausência de encaminhamento do FUNCOC (Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas), projeto estruturante para o fortalecimento e valorização da Polícia Federal e para a ampliação da capacidade do Estado no enfrentamento ao crime organizado. A proposta do fundo prevê a destinação de recursos oriundos do próprio crime para o financiamento da segurança pública, garantindo previsibilidade orçamentária e maior eficiência na atuação policial, sem a criação de novos impostos para a sociedade.

O resultado da Assembleia reafirma o compromisso da classe com a defesa de condições adequadas para o exercício da atividade policial e com o avanço de soluções institucionais que contribuam para o fortalecimento da segurança pública no país.

A ADPF seguirá atuando com responsabilidade, firmeza e alinhamento institucional na condução dessa mobilização, representando os interesses da classe e contribuindo para a construção de soluções duradouras para o Brasil.”

As medidas para a mobilização já haviam sido aprovadas em uma outra Assembleia Geral Extraordinária. Entre os serviços suspensos estão:

  • Despachos no sistema de inquérito eletrônico (e-Pol)
  • Deflagração de operações policiais
  • Alimentação dos sistemas Gepol e Sigracrim
  • Emissões de ordens de missão no sistema Mobilização
  • Novos agendamentos para emissão de passaportes
  • Atendimento regular para entrega de passaportes
  • Fiscalizações de empresas de segurança privada
  • Análises de processos administrativos em tramitação
  • Atos decisórios vinculados ao controle do setor
  • Processos e serviços relacionados ao controle de armas
  • Processos relacionados ao controle de produtos químicos
  • Processos envolvendo Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs)

Combate ao crime organizado

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal informou que o crime organizado movimenta cerca de R$ 348 bilhões por ano no Brasil e que as forças de segurança pública responsáveis pelo combate operam com recursos inferiores.

Essa diferença, de acordo com a ANFF, compromete a capacidade do Estado de enfrentar de forma eficaz as organizações, que estão cada vez mais estruturadas, capitalizadas e presentes em todo o território nacional.

Diante disso, a Polícia Federal propôs a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC). A ideia é permitir que os recursos provenientes do próprio crime, como bens e valores confiscados, sejam direcionados para fortalecer as ações de investigação, inteligência e repressão.

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