O prazer que aparece nas gravações de conteúdo adulto é real ou faz parte da atuação? A pergunta coloca em discussão a diferença entre sentir e demonstrar prazer, que também existe nas relações longe das câmeras. O orgasmo fingido tem até uma expressão informal em inglês: “fakegasm”, junção de “fake” e “orgasm”. Mas será que quem assiste consegue distinguir uma coisa da outra?
A influenciadora e criadora de conteúdo adulto Bella Mantovani, de 33 anos, que trabalha em São Paulo, levou essa discussão às redes sociais ao questionar a certeza de homens que acreditam reconhecer quando uma mulher chega ao clímax. “Homens, vem cá. Eu tenho uma notícia que pode abalar a autoestima de alguns de vocês. Vocês sabiam que muitas mulheres já fingiram orgasmo? Será que tem homem que nem desconfia?”, provocou.
Ao falar sobre o assunto, Bella colocou em dúvida um dos critérios usados para avaliar o prazer da parceira: o barulho. “Tem uns que acham que, se a mulher fez barulho, é porque ele deu um verdadeiro espetáculo. Mas, meu querido, às vezes quem deu um verdadeiro espetáculo foi ela, tá?”, afirmou. A fala toca justamente na confusão entre uma reação convincente e uma experiência prazerosa: demonstrar satisfação não significa necessariamente ter chegado ao orgasmo.
Para a criadora, tentar decifrar cada reação não substitui a liberdade de conversar sobre a experiência. “O segredo não é tentar adivinhar, né, gente? É ter intimidade para conversar sobre o que os dois gostam”, disse. Bella encerrou com uma provocação para quem acredita que nunca confundiu atuação com prazer: “Homens, vocês acham que realmente conseguem perceber? E mulheres, será que eles percebem mesmo?”.










