Durante a votação do reajuste salarial dos servidores públicos da cidade de São Paulo, realizado nesta última quarta-feira (13), no Plenário da Câmara, vereadores se envolveram em uma discussão acirrada.
O clima esquentou entre parlamentares de direita e da esquerda.
Uma das discussões envolveu a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) com parlamentares do PSOL: as vereadoras Keit Lima e Silvia Ferraro e o vereador professsor Toninho Vespoli.
Enquanto os parlamentares discutiam no Plenário, também teve confusão na galeria entre agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e integrantes de sindicatos que acompanhavam a sessão.

Em nota ao iG, o vereador Toninho Vespoli protestou dizendo que trabalhadores foram chamados de “vagabundos, primatas e canalha na Câmara Municipal.
Já a vereadora Silvia da banca feminista disse, também em resposta ao que houve provocação da extrema direita. Ela também criticou a ação da GCM na galeria.
A vereadora Keite Lima disse que a Câmara não pode ser palco para o autoritarismo e a barbárie contra quem serve à população. Ao iG, ela chamou de inadmissível e repugnante a situação ocorrina na Câmara. Afirmou ainda que “servidores municipais, que dedicam suas vidas ao cuidado da cidade, foram alvo de agressões físicas e verbais covardes”.
A vereadora Amanda Vettorazzo, do partido União, também se posicionou a respeito da confusão na Câmara.
Sobre a votação
Em meia à sessão turbulenta, a Câmara aprovou reajuste salarial dos servidores públicos da capital em 3,51%. Foram 35 votos favoráveis e 16 contrários. Agora, o texto segue para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Essa foi a segunda votação; na semana passada o texto já havia sido aprovado com 32 votos favoráveis, 16 contrários e uma abstenção. O pagamento será realizado em duas parcelas: 2% a partir de 1º de maio de 2026, e 1,48% a partir de 1º de maio de 2027.
A reportagem do iG entrou em contato com a Câmara Municipal e questionou o ocorrido no plenário e também na galeria, mas a Casa não se posicionou.








