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Como é a prisão onde Nicolás Maduro está detido em Nova York?

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Centro Metropolitano de Detenção no Brooklyn reúne histórico de superlotação, violência e condições descritas como “inferno na Terra”
O Centro Metropolitano de Detenção de Nova York, onde Nicolás Maduro está preso desde o último sábado (3), é considerado lugar com condições precárias. Advogados americanos chegam a descrever como sendo “o inferno na Terra”, enquanto juízes se recusaram a enviar condenados para o local, segundo informações da BBC. Ao longo dos anos, o centro também abrigou prisioneiros de alta notoriedade, como o narcotraficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán e o rapper e produtor musical Sean “Diddy” Combs.
Durante a madrugada do último sábado (3), Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em sua residência na capital venezuelana, Caracas, por forças militares dos Estados Unidos. Após a ação, ambos foram transportados para o país norte-americano, onde foram julgados, nesta segunda-feira (5), no Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York. Tanto Maduro, quanto a esposa, Cilia Flores, se consideraram inocentes das acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e posse de armas.
Nicolás Maduro, o ditador deposto da Venezuela, está detido no Centro de Detenção Metropolitano (MCD) no Brooklyn, em Nova York. A prisão, inaugurada na década de 1990 para combater a superlotação carcerária, ocupa um edifício de concreto e aço com vários andares, localizado próximo ao porto de Nova York e a poucos quilômetros de atrações como a Quinta Avenida e o Central Park.

O MCD abriga tanto presos aguardando julgamento nos tribunais de Manhattan e Brooklyn quanto condenados cumprindo penas curtas, e é projetado com corredores internos que conectam os tribunais, permitindo o transporte dos acusados sem exposição pública. O complexo, rodeado por barricadas de aço e câmeras de vigilância, também oferece áreas para atividades esportivas ao ar livre, unidades médicas e uma biblioteca.

Problemas estruturais como superlotação, insalubridade e episódios frequentes de violência fazem parte da realidade do Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn. De acordo com a BBC, a unidade foi projetada para receber cerca de 1.000 detentos, mas chegou a abrigar 1.600 presos em 2019. Atualmente, o número é de 1.336, segundo dados do Departamento Federal de Prisões dos EUA (BOP).

A combinação de diversos fatores negativos presentes no local contribui para conflitos constantes e episódios de violência. Além disso, a infraestrutura do prédio é considerada precária: em 2019, uma falha elétrica deixou os detentos sem aquecimento por vários dias durante o inverno.

O MDC do Brooklyn é ainda considerado por advogados e especialistas como a representação do “inferno na Terra”, a exemplo do advogado Edwin Cordero chegou a considerou assim após um de seus clientes, Uriel Whyte, ser morto a facadas por outros detentos em junho de 2024, segundo a CNN.

A ideia é reforçada por David Patton, ex-diretor da Defensoria Pública Federal de Nova York, que aponta falhas graves que vão da falta de atendimento médico e problemas de saneamento à presença de vermes na comida e à violência constante, cenário que ajuda a explicar ao menos quatro suicídios registrados entre 2021 e 2024.

Diante dessas condições, juízes também passaram a evitar o envio de condenados ao presídio, como o magistrado Gary Brown, que em agosto de 2024 afirmou que substituiria por prisão domiciliar a pena de um idoso condenado por fraude fiscal caso ele fosse encaminhado ao MDC.

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