MENU

CNJ mantém afastamento de desembargador do TJMG suspeito de abuso

aniversario cidade
Shadow
Decisão foi proferida no Tribunal de Justiça de Minas GeraisReprodução/TJMG

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, manter o afastamento do desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), investigado por suspeitas de abuso sexual.

O desembargador ganhou destaque depois que veio a público seu voto que absolveu, no dia 11 de fevereiro, um homem de 35 anos condenado por estupro de uma menina de 12 anos, alegando “vínculo afetivo consensual”.

A mãe da vítima, que havia sido condenada na mesma ação por ser conivente com o delito, também foi absolvida por Láuar.

A decisão cautelar que o afastou do cargo havia sido determinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, e foi referendada pelo plenário do órgão nesta terça-feira (3).

O caso entrou em pauta extra na sessão do CNJ e o julgamento ocorreu sob sigilo.

O corregedor abriu a reunião apenas ao final para proclamar o resultado, quando anunciou que o plenário havia mantido a medida cautelar por unanimidade.

Também nesta terça-feira, foi anunciado o nome do substituto de Láuar na Corte; o juiz de Direito José Xavier Magalhães Brandão, titular da 11ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte.

Denúncias de crime sexual

Magid Nauef Láuar passou a ser alvo de apurações após desdobramentos de uma investigação aberta no CNJ identificarem indícios de possível participação em crimes contra a dignidade sexual.

Depois da repercussão da sua decisão de absolver os réus envolvidos no estupro da menor, o CNJ recebeu denúncia de pessoas que dizem ter sido vítimas de violência sexual do magistrado, incluindo uma que reside no exterior.

Pelo menos cinco pessoas foram ouvidas durante a investigação conduzida pela Corregedoria Nacional de Justiça.

Apesar de parte dos relatos já estar prescrita na esfera criminal, foram denunciados fatos mais recentes, que continuam sob apuração.

Na semana passada, a Polícia Federal realizou buscas no gabinete do desembargador, com apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos.

O TJMG também instaurou um procedimento administrativo para apurar as denúncias de violência sexual.

PUBLICIDADE

Instale nosso App Instale nosso App
Instale nosso App