O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou sua saída do governo do estado nesta segunda-feira (23), em evento realizada no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio.
A renúncia abre caminho para que Castro dispute as eleições de outubro, buscando uma vaga no Senado.
O anúncio da saída ocorre às vésperas da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (STF) que pode resultar na cassação de seu mandato e em inelegibilidade.
O TSE retoma na terça-feira (24) o julgamento que analisa os recursos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral e por uma coligação adversária contra a absolvição de Cláudio Castro no processo que apura o suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
O julgamento foi suspenso no último dia 10 de março e remarcado para dia 24.
A investigação do Ministério Público Eleitoral do Rio apontou 27 mil contratações sem transparência de funcionários temporários que atuariam no Ceperj e na Universidade do Estado do Rio (Uerj). As vagas acomodariam aliados do governador Cláudio Castro, de olho na reeleição.
Segurança é legado
Claudio Castro fez um pronunciamento à imprensa para anunciar sua renúncia. Começou destacando a segurança pública como o maior legado do seu governo e deu números de investimento da sua gestão.
“Eu não acredito em política de segurança pública que seja um livro para se colocar em prateleira. Acredito no investimento real e temos hoje um investimento real na segurança pública de mais de R$ 16 bilhões”, disse.
Afirmou que, no seu governo, o programa Segurança Presente no Rio teve um incremento de oito para 70 bases instaladas até o final do ano.
Segundo ele, “a principal guerra vencida durante a gestão foi a da narrativa”.
Afirmou que, antes, a população condenava qualquer operação em favelas, mas, após a Operação Contenção, deflagrada em outubro do ano passado, conseguiu aproximar a sociedade da polícia.
E ressaltou os recordes de turistas estrangeiros no Rio.
“O que atrai turista é segurança pública, esporte, turismo e cultura… Ouvi de muita gente recentemente e tenho ouvido todos os dias, de como tem policiamento nas ruas”, afirmou.
Castro mencionou, nos agradecimentos, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro , o Tribunal de Justiça do Estado, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Tribunal de Contas do Estado.
“Tivemos sempre uma boa relação e fico feliz de ter recebido o telefonema de todos eles hoje, me desejando sorte e agradecendo a convivência comigo”, revelou.
Ao final de seu pronunciamento, Castro lembrou das críticas que recebeu por seus vídeos, cantando, que viralizavam nas redes sociais.
“Tive a oportunidade de cantar muito, não muito de qualidade, mas muito em quantidade. Muitas vezes criticado por isso, outras entendendo que aquilo era, sim, a expressão de alguém que estava feliz no seu cargo, que tinha dificuldades, sim, mas que ninguém pode dizer que não teve trabalho”, enfatizou.
Claudio Castro confirmou sua candidatura a senador e disse que sua a liderança nas pesquisas para o Senado “é prova de que a população reconheceu um governo eficiente”.
“Amanhã volto a ser apenas advogado”, disse
A última inauguração de Claudio Castro como governador do Rio ocorreu np domingo (22), Ele entregou o Rio Imagem Lagos, hospital de exames na Região dos Lagos.
Quem assume o governo
Como o vice Thiago Pampolha renunciou ao cargo para assumir o Tribunal de Contas e o presidente da Alerj, o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), está licenciado e afastado da presidência, o comando do estado será assumido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto.
Uma eleição indireta deverá ser marcada na Alerj nos próximos dias para definir o governador definitivo até dezembro.








