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Claudia Raia revela como escapou do rótulo de sexy simbol

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Claudia Raia no ‘Saia Justa’Reprodução GNT

Em um depoimento sobre a construção da sua carreira, Claudia Raia revelou que sua imagem de sexy symbol nos anos 1980 não foi apenas um rótulo, mas uma ferramenta calculada. Em participação no podcast Vida Longa, na última terça-feira (16), a atriz detalhou como transformou a percepção pública sobre o seu corpo em um trampolim para se consolidar como uma das maiores artistas do Brasil.

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Ao relembrar o início da sua carreira, Claudia Raia contou que sua aparência sempre foi um ponto de atenção, sendo rotulada como sexy symbol. “Meu corpo sempre foi uma referência. A ‘gostosa’, ‘sexy symbol’, ‘a bunda'”, contou.

Claudia Raia no “Saia Justa”Foto: Reprodução GNT
Cláudia RaiaFoto: Reprodução/TV Globo

Apesar disso, a atriz contou que, ainda muito jovem, traçou um plano de carreira audacioso. Ela revelou que, ao questionar seu caminho na profissão, ela decidiu que não permitiria que sua imagem fosse o seu único trunfo. 

“Poderia ter sido uma carreira apoiada em uma bunda? Poderia! Mas eu optei por não. Eu pensei: ‘EU quero ser sexy smbol? Minha carreira vai acabar aos 30 anos. Ou eu quero ser uma atriz, que até os 95 anos, vou estar representando? Eu quero ser uma atriz”, destacou ela. 

Virada de chave

O ponto de virada na carreira de Claudia foi a composição da personagem Tonhão, no programa TV Pirata. A atriz contou que teve que insistir muito até conseguir o personagem, combatendo a expectativa do diretor para que ela interpretasse uma personagem focada apenas na sua sexualidade.

Eu falei: ‘Não, deixa eu fazer a sapatona, pelo amor de Deus!’. E ele falou: ‘Mas você é um símbolo sexual’. Eu respondi: ‘E dai?’. Justamente por isso. Quero desconstruir, quero fazer isso’“, disse ela. 

O sucesso da investida na comédia provou que a estratégia de usar a imagem como um acessório deu resultados. Com o sucesso da sua versatilidade, Claudia conseguiu desvincular seu nome da estética, construindo um legado baseado na técnica e na performance. “Então, eu usei minha bunda, não vou mentir não. Usei estrategicamente a minha bunda. Mas, depois, ela virou apenas um acessório”, disse ela.

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