Niterói conquistou o 1º lugar no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2025, que avaliou 5.129 municípios brasileiros. A cidade alcançou a nota máxima em todos os critérios e divide a liderança nacional com outras cidades, sendo a única do estado do Rio de Janeiro no topo do ranking.
Confira: como vai ser o primeiro VLT no RJ fora da capital
O levantamento da Firjan é considerado um dos principais do país para medir a qualidade da administração das contas públicas. Para o prefeito da cidade, Rodrigo Neves (PDT), o resultado é gratificante e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade.
Como o índice é feito?
O IFGF analisa quatro indicadores centrais: Autonomia (capacidade de gerar receita própria), Gastos com Pessoal, Liquidez (capacidade de pagar compromissos de curto prazo) e Investimentos. A escala vai de 0 a 1, e Niterói obteve nota máxima em todos eles. A prefeitura destaca que este é o resultado de uma trajetória que começou em 2013, quando a cidade tinha pontuação de 0,66 e figurava apenas na 55ª posição estadual.
Entre as medidas destacadas estão a modernização das secretarias de Fazenda e Planejamento, a criação de novas carreiras técnicas, concursos públicos para auditores e fiscais, além da criação do Fundo de Estabilização Fiscal após o ingresso das receitas de royalties, em 2018.
Para o prefeito Rodrigo Neves, o desempenho reflete anos de planejamento e equilíbrio entre austeridade fiscal, em medidas para equilibrar as contas públicas, e investimentos sociais.
“Mostramos que é possível, com transparência e disciplina, manter as contas públicas saudáveis e, ao mesmo tempo, realizar obras e oferecer serviços de qualidade”, afirmou.
Ao Portal iG, o Neves contou que a cidade evoluiu passo a passo, de maneira consistente, com planejamento estratégico, com investimento em recursos humanos.
“Realizamos concursos para a Procuradoria, agentes fazendários e fiscais da Receita, além de investir na modernização da gestão e na criação de um ambiente favorável a investimentos privados, sempre com disciplina, trabalho e responsabilidade fiscal”, disse.
Outros dados do relatório
O levantamento da Firjan também indica que, em todo o país, 1.282 cidades não arrecadam sequer o suficiente para bancar as despesas básicas do Legislativo e Executivo.
Outros 540 municípios comprometem mais da metade do orçamento com folha de pagamento; 413 iniciaram 2025 sem recursos para quitar dívidas de curto prazo; e 938 investem menos de 4% da receita em melhorias locais.












