Mesmo com a necessidade do resultado, Hernán Crespo levou um time bastante mudado nesta noite chuvosa de sábado (7), no Morumbis. E diante de um contexto desfavorável, se viu obrigado a colocar sua cavalaria em campo. Ela foi crucial para virada do São Paulo de 2 a 1 sobre o Primavera, que o deixa maia vivo na busca pela classificação no Campeonato Paulista.
O tricolor vem de franco momento de evolução nas últimas paetidas. Não à toa, chegou à quarta de invencibilidadem, com três vitórias e nenhuma derrota: antes venceu o Flamengo na estreia do Brasileirão, o Santos pelo Estadual e ficou no empate em mais um embate contra o Peixe — dessa vez pelo torneio nacional.
Da animação às vaias no 1º tempo
Embalados pela fase positiva, os donos da casa iniciaram o duelo com tudo e tomaram o controle das ações na primeira metade da etapa inicial. Lucas Moura parecia estar em dia inspirado. O camisa 7 estava muito partipativo, tendo a melhor atuação nesta temporada. A recompensa pelo que apresentava, entretanto, só viria mais tarde.
A partir dos 25 minutos, o duelo mudou de retória. O São Paulo parou de encontrar facilidade para construir as jogadas e, consequentemente, viu o adversário arregaças as mangas para sair do campo de defesa e começar a dar alguns sustos. A queda de rendimento irritou os torcedores que começaram animados, e o resultado foi um mix de vaias e aplausos na saída do intervalo.
Falta de inspiração e de sorte
A equipe de Crespo voltou do vestiário da mesma maneira que foi. O Primavera logo deu um alerta nela, ao ficar muito próximo de abrir o placar — Rafael salvou em defesaça. Para desespero da torcida, de nada não adiantou. E o gol que já parecia madurinho saiu pouco depois.
Além da falta de inspiração, até os oito minutos da segunda etapa, o tricolor paulista também teve azar para sair atrás no marcador. É verdade que deixou os visitantes trocarem passes tranquilamente. Mas o desvio na finalização despretenciosa de Gabriel Poveda tirou qualquer chance de defesa do goleiro.
Cavalaria é acionada e muda o jogo
Com a derrota parcial, o comandante argentino colocou três peças fundamentais do time titular em campo: Danielzinho, Calleri e Luciano. O trio mudou completamente a partida, com os dois últimos tendo papel decisivo para conseguir a virada. No entanto, A mesma se iniciaria com um membro da cavalaria que já estava na escalação inicial.
Lucas já não conseguia manter o mesmo nível apresentado no primeito tempo. Apesar de parecer um pouco cansado — natural dado a sua idade e o contexto de começo de ano — teve gás para ser oportunista. O lance começou com Calleri, que cruzou na segunda trave na direção do estreante Lucas Ramon. Ele tocou de carrinho para trás e o meia-atacante completou.
“Estava precisando disso. Fazia muito tempo que não sentia essa sensação de fazer gol no Morumbi, a torcida gritando o meu nome. Estava com muita saudade. Ano passado foi muito difícil, oito meses praticamente sem jogar. Aos poucos, estou retomando meu futebol, minha confiança e meu ritmo novamente”, disse o camisa 7.
Luciano e Calleri decidem
O empate deixou um São Paulo, que já parecia melhor em campo depois das substituições, ainda mais forte. E a virada já parecia questão de minutos. Demoraram apenas seis, numa vacildade de Renato Vischi: o zagueiro deu uma cotovelada em Luciano dentro da grande área. O árbitro marcou pênalti, após revisão no VAR.
Mesmo também sendo batedor, o camisa 10 que sofreu a infração deixou a responsabilidade nas mãos de Calleri. O argentino deslocou Victor Hugo na cobrança e garantiu a virada do tricolor. Após um 2025 praticamente todo fora por lesão (ligamentar no joelho esquerdo), ele já chegou ao quarto gol em oito duelos neste ano — apenas três como titular.













