O boi gordo ganhou força na reta final de setembro. Entre 18 e 25 de setembro, o mercado físico avançou 1,7%, levando a cotação para R$ 359 por arroba, segundo o indicador da Datagro.
Com esse movimento, o preço voltou a se aproximar de R$ 360 por arroba, patamar que o mercado não registrava desde abril. Enquanto isso, os contratos futuros mantiveram valores elevados, embora tenham apresentado um avanço mais moderado no período.
O vencimento de outubro oscilou em torno de R$ 380 por arroba e registrou leve queda entre 18 e 25 de setembro. Ainda assim, o contrato permanece próximo da máxima registrada no mercado futuro.
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Para novembro e dezembro, as cotações ficaram pouco abaixo de R$ 390 por arroba. Dessa forma, os preços negociados na B3 continuam sinalizando expectativas firmes para os últimos meses do ano.
Mercado físico avança mais que os contratos futuros
O mercado físico ganhou mais força que os contratos futuros no período analisado. Enquanto a Datagro registrou alta de 1,7% para o boi gordo, os contratos da B3 avançaram menos e outubro chegou a apresentar uma pequena perda.
Essa diferença interessa ao pecuarista porque o preço recebido pela venda do animal pronto para o abate afeta diretamente a receita da atividade. Já os contratos futuros servem como referência para decisões de comercialização e proteção de preço.
Ao mesmo tempo, o mercado mantém expectativa de valorização para os próximos meses. Por isso, a diferença entre o preço físico e as cotações futuras merece atenção nas decisões de venda.
Relação entre boi gordo e bezerro melhora
A valorização do boi gordo também melhorou, ainda que modestamente, o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho.
Em setembro, o preço do animal pronto para o abate acumulou alta superior à do bezerro. Com isso, a relação entre os dois mercados ficou mais favorável para quem precisa comprar animais para recompor o plantel.
O indicador de arrobas de boi gordo necessárias para adquirir um bezerro caminha para registrar, em 2026, uma das maiores relações para um mês de setembro. Apesar disso, o indicador recuou em comparação com os meses anteriores.
Carne bovina mantém sustentação no atacado
No atacado, a carne bovina também manteve preços firmes. Em São Paulo, as cotações subiram, enquanto a oferta mais restrita de animais prontos para o abate ajudou a sustentar o mercado.
Por outro lado, o ritmo de saída da carne apresentou diferenças entre os estados e no varejo. Assim, a sustentação observada no atacado não representa necessariamente o mesmo comportamento em todas as etapas da cadeia.
Exportações seguem abaixo do ritmo de 2025
As exportações brasileiras de carne bovina também entram no cenário. Até a terceira semana de setembro, o país embarcou, em média, 10,02 mil toneladas por dia, considerando 13 dias úteis.
O resultado ficou ligeiramente acima da média registrada até a semana anterior, de 9,96 mil toneladas diárias. Mesmo assim, o ritmo permanece cerca de 30% abaixo da média diária de setembro de 2025, quando os embarques chegaram a 14,30 mil toneladas.
Nesse cenário, o mercado reúne sinais diferentes: o físico se aproxima novamente de R$ 360 por arroba, os contratos futuros permanecem em níveis elevados e a relação de troca com o bezerro melhorou em setembro. Ao mesmo tempo, as exportações ainda seguem abaixo do ritmo observado um ano antes.
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