A Enel, concessionária de energia elétrica da região metropolitana de São Paulo, é a principal responsável pelos constantes problemas de falta de luz, segundo eleitores paulistas que participaram da pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (13).
O levantamento, realizado em 71 municípios, aponta que os paulistas acreditam que a Enel tem mais culpa do que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).
O levantamento mostra que, para 49% dos entrevistados, a culpa é da empresa, enquanto 16% atribuem a culpa ao governador.
Já Lula foi mencionado como culpado por 14% dos entrevistados, enquanto a gestão Nunes apareceu com apenas 6%.
A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Idade dos entrevistados
A responsabilidade da empresa é mais percebida entre os entrevistados de 45 a 59 anos: para 57%, é a Enel a principal culpada pelos apagões.
Já o grupo de 16 a 24 anos é o que mais divide as responsabilidades, com 25% culpando o governo estadual e 16% a administração municipal.
No primeiro grupo, a margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos, e entre os mais jovens a margem é de seis pontos.
Apagões
Desde 2023, a área de concessão da Enel na Região Metropolitana de São Paulo registrou três apagões de grandes proporções causados em decorrência de vendavais e tempestades.
O mais recente ocorreu em dezembro do ano passado, quando 4,2 milhões de imóveis ficaram sem energia em São Paulo diante de um vendaval e das fortes chuvas.
Estado e prefeitura têm criticado repetidamente a companhia e um processo de perda de contrato está em discussão na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regula o setor.
Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes acusam a empresa de represar investimentos e mobilizar um número insuficiente de agentes em meio aos apagões.
Diretores da concessionária rebatem as críticas alegando que cumpre planos de contingência.
Em fevereiro, a Aneel começou a avaliar o processo que pode culminar na quebra de contrato com a Enel em São Paulo. A concessão termina em 2028.
O que diz a Enel
Por meio de nota encaminhado ao iG, a Enel afirma que o resultado dessa pesquisa Datafolha mostra uma melhora de aproximadamente 30% na percepção dos consumidores em relação ao serviço prestado pela companhia, comparado à pesquisa realizada pelo mesmo instituto em outubro de 2024.
E afirma que esse avanço se reflete também na melhoria dos indicadores de atendimento aos clientes da companhia, acompanhados pelo regulador.
Ainda segundo a Enel, a distribuidora reduziu em 86% o percentual de interrupções prolongadas em 2025, em relação a 2023.
O Tempo Médio de Atendimento a Emergências (TMAE) apresentou uma queda aproximada de 50% no mesmo período, apresentando um índice melhor do que a média nacional, segundo a nota.
“Cabe ressaltar que o contato com a vegetação é a principal causa das interrupções de energia, sendo que a Prefeitura é responsável pelo manejo da vegetação urbana”, enfatiza.
E conclui apontando que a companhia tem ampliado significativamente as podas de árvores. Em 2025, diz a nota, foram realizadas 650 mil podas preventivas em toda área de concessão, sendo 244 mil só na capital









