A Venezuela possui 303 bilhões de barris de petróleo comprovados, segundo o Anuário Estatístico da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) 2025, o que representa quase 18% das reservas globais e coloca o país à frente da Arábia Saudita, do Canadá e do Irã no ranking mundial.
A maior parte está concentrada na Faixa Petrolífera do Orinoco, composta por petróleo extra-pesado, que exige tecnologia avançada para exploração e refino. Esse recurso é a espinha dorsal da economia venezuelana, respondendo pela maior parte das exportações e da arrecadação fiscal do país. Antes da ofensiva desta manhã (03), o preço do barril Brent estava entre U$ 55 e U$ 60 (R$ 301,5–R$ 330 na cotação atual), refletindo estabilidade relativa. Mas por conta dos recentes ataques dos Estados Unidos, os valores podem alterar significativamente o mercado internacional.
Apesar de possuir as maiores reservas do mundo, a produção venezuelana tem sido limitada por sanções internacionais, infraestrutura envelhecida e falta de investimentos, o que reduz a participação do país na oferta global de petróleo.
Segundo documentos oficiais da estatal venezuelana Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), a receita com vendas externas de petróleo e derivados em 2024 atingiu U$ 17,52 bilhões (aproximadamente R$ 95 bilhões na cotação atual). O valor reflete a arrecadação total com exportações no ano, mesmo diante de sanções internacionais e dificuldades operacionais, reforçando que o petróleo continua sendo a principal fonte econômica do país.
Empresas americanas voltarão a explorar o petróleo Venezuelano
Historicamente, companhias americanas dominavam a exploração do petróleo na Venezuela antes da nacionalização em 1976, quando foi criada a estatal PDVSA. Com a nacionalização, o controle das reservas passou integralmente para o Estado e as empresas estrangeiras foram retiradas dos campos e refinarias. O processo gerou disputas legais internacionais e compensações, mas nunca reverteu o controle estatal sobre os recursos energéticos.
No pronunciamento oficial após o ataque, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, Partido Republicano) declarou que os americanos passarão a administrar a Venezuela até que um governo de transição adequado seja encontrado. Logo em seguida, criticou a maneira como o governo venezuelano tem gerido a indústria, completando que empresas estadunidenses voltarão a explorar o local:
“A indústria do petróleo venezuelano tem sido ruim. Totalmente ruim por muito tempo. Eles não estavam extraindo quase nada em comparação com o quanto poderiam extrair e o que poderia ocorrer. Nós faremos nossas grandes empresas estadunidenses de petróleo, as maiores do mundo, a entrarem lá” (na Venezuela).













