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Controle de parasitas exige manejo específico na pecuária

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A chegada da primavera, com temperaturas mais elevadas e maior umidade em determinadas regiões, exige atenção dos pecuaristas ao controle de parasitas em bovinos. Carrapatos, vermes e moscas podem comprometer a saúde dos animais e a produtividade dos rebanhos. Por isso, o planejamento sanitário deve considerar as condições da propriedade e a eficácia dos produtos utilizados.

O médico-veterinário Octaviano Pereira Neto, vice-presidente da Conexão Delta G, recomenda acompanhamento veterinário para definir as estratégias de controle. Afinal, a resposta aos tratamentos pode variar entre propriedades, inclusive quando elas pertencem ao mesmo produtor.

“Não existe uma única estratégia de controle. O que funciona em uma propriedade pode não funcionar na fazenda vizinha”, explica.

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Resistência dos parasitas exige atenção aos tratamentos

A escolha de carrapaticidas e vermífugos deve considerar a eficácia dos princípios ativos contra as populações de parasitas presentes na fazenda. O uso inadequado ou repetido de determinados produtos pode favorecer a seleção de organismos resistentes e comprometer os resultados das aplicações.

Pereira Neto destaca que a eficácia de uma mesma molécula pode variar de uma propriedade para outra. Por isso, o produtor deve avaliar os resultados dos tratamentos e, com orientação veterinária, ajustar o manejo sanitário às condições de cada fazenda.

Seleção genética pode aumentar a resistência do rebanho

Além do controle sanitário, o melhoramento genético de bovinos oferece uma alternativa para aumentar a resistência natural aos carrapatos ao longo das gerações.

A seleção de reprodutores com características associadas à resistência aos carrapatos pode favorecer a transmissão dessa característica aos descendentes. Com o tempo, a escolha desses animais pode contribuir para elevar a resistência média do rebanho às infestações.

A estratégia, entretanto, não elimina a necessidade de controle dos parasitas. Seus resultados dependem dos critérios de seleção, das características genéticas dos bovinos e das condições de criação.

Estratégias complementares no manejo pecuário

A combinação entre tratamentos adequados e seleção genética pode reduzir a necessidade de intervenções ao longo do tempo. Segundo Pereira Neto, essa abordagem também pode ampliar o intervalo entre as aplicações, desde que o manejo considere as condições de cada propriedade.

“A adoção de programas antiparasitários corretos, bem aplicados e adequados à situação de cada fazenda, somada à utilização de reprodutores que introduzam genes de resistência, é uma estratégia para reduzir a necessidade de tratamentos e aumentar o intervalo entre eles”, afirma.

A resistência dos bovinos também pode influenciar a dinâmica dos carrapatos nas pastagens, pois animais menos suscetíveis podem limitar o desenvolvimento desses parasitas. O efeito, porém, depende de fatores como as características dos animais, o ciclo do carrapato e as condições ambientais.

Dessa forma, a avaliação dos tratamentos e a seleção genética cumprem funções complementares. Enquanto o manejo sanitário atua no controle das infestações presentes, o melhoramento genético busca aumentar a resistência do rebanho ao longo das gerações.

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