Santa Catarina registrou avanços expressivos na produtividade de leite ao longo da última década. Em 2025, o estado alcançou uma média de 17,21 litros por vaca ao dia, após crescer 58,2% em dez anos. O resultado ficou aproximadamente 76% acima da média brasileira, de 9,78 litros por animal diariamente.
Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destacam o desempenho catarinense. Além disso, as informações reunidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), por meio do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), ajudam a contextualizar a evolução da atividade.
- Oferta de leite aumenta e ameaça derrubar preços no fim do ano
- Sindi: pequeno no tamanho, gado se destaca na produção de leite no calor
Produção cresce com maior rendimento por vaca
Em 2025, Santa Catarina produziu cerca de 3,43 bilhões de litros de leite. No mesmo período, o estado contabilizou aproximadamente 780,6 mil vacas ordenhadas, número 3,3% inferior ao registrado no ano anterior.
Esse cenário chama a atenção porque a atividade manteve um volume expressivo de produção mesmo com a redução do número de animais ordenhados. O avanço do rendimento médio por vaca, portanto, ajuda a explicar a eficiência dos sistemas produtivos catarinenses.
Na prática, produzir mais por animal pode melhorar o aproveitamento dos recursos disponíveis na propriedade. Entretanto, o aumento da produtividade não garante, por si só, maior rentabilidade. O produtor também precisa considerar despesas com alimentação, sanidade, reprodução, mão de obra e instalações.
Manejo e genética ajudam a elevar a produtividade
A evolução da pecuária leiteira catarinense está relacionada a diferentes fatores, entre eles a alimentação, o manejo e o melhoramento genético dos rebanhos.
Uma dieta equilibrada atende às necessidades nutricionais dos animais, enquanto os cuidados sanitários contribuem para a saúde e o bem-estar das vacas. Ao mesmo tempo, a seleção genética pode favorecer características desejáveis para a produção de leite.
No entanto, os resultados variam conforme as condições de cada propriedade. Por isso, o acompanhamento técnico e o controle dos indicadores zootécnicos são importantes para identificar oportunidades de melhoria e orientar decisões.
Além dos aspectos produtivos, a gestão dos custos influencia diretamente os resultados financeiros. Dessa forma, o produtor precisa avaliar se os ganhos de rendimento compensam os investimentos necessários para manter ou ampliar a produção.
Estado supera a média nacional
A diferença entre os indicadores estaduais e brasileiros reforça a posição de Santa Catarina no setor. Enquanto o estado registrou 17,21 litros por vaca ao dia, a média nacional ficou em 9,78 litros. Isso significa que o rendimento catarinense foi aproximadamente 76% superior ao brasileiro em 2025.
O crescimento de 58,2% em dez anos também evidencia a evolução da atividade no período. Ainda assim, a média estadual não representa necessariamente a realidade de todas as propriedades, pois o desempenho depende do sistema de criação, da alimentação, da genética e do manejo adotado.
Nesse contexto, a produção de leite em Santa Catarina demonstra a importância de combinar eficiência produtiva e planejamento. Com acompanhamento técnico e controle dos gastos, os produtores podem avaliar melhor o desempenho dos rebanhos e buscar resultados consistentes.
Os dados de 2025, portanto, colocam o estado em posição de destaque na pecuária leiteira brasileira e mostram como o aumento da produtividade por animal contribui para a evolução do setor.
The post Santa Catarina lidera produtividade de leite no Brasil appeared first on Agro em Campo.







