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Jovem em crise de saúde mental é morto com 27 tiros pela PM em SP

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Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morto com 27 tiros disparados pela políciaDivulgação/Redes sociais

Um jovem de 20 anos em surto de saúde mental foi morto com 27 tiros por policiais militares no Planalto Paulista, na zona sul de São Paulo. Gustavo Munis de Santana, que fazia tratamento psiquiátrico e não tinha antecedentes criminais, foi atingido após a PM ser acionada para conter uma tentativa de suicídio.

Gustavo morava com a mãe e as irmãs e fazia tratamento contra a depressão desde o ano passado. No momento da abordagem, os agentes afirmaram ter confundido o objeto que ele carregava com uma arma. A perícia técnica, no entanto, confirmou que o rapaz segurava apenas o próprio celular.

“Quem deveria servir e proteger, mata e oprime. Fardas que deveriam nos proteger. Armas que escolhem oprimir. Quem nos defende de quem nos mata?”, escreveu Felipe Viandier, amigo de Gustavo, em publicação de protesto nas redes sociais.

Outro amigo relembrou a convivência com o jovem. “Quantas vezes era só nós três na beira de uma calçada, dando risada até do vento, rachando uma casquinha de 3 reais se fosse preciso, tomando água de torneira de posto junto, pelo simples fato de estar junto ser o suficiente. Como disse, irmão, a simplicidade e a humildade é o legado que fica”, afirmou Kaique Santos.

O que aconteceu com Gustavo Munis?

Gustavo foi atingido por 27 disparos efetuados por quatro policiais militares na Alameda dos Guaramomis, no bairro Planalto Paulista, região de Moema. Ao todo, a corporação disparou 45 vezes na ação.

De acordo com o boletim de ocorrência, o jovem atravessou uma passarela após a chegada da primeira viatura e se abrigou no imóvel. Em seguida, ele teria saído de uma área escura e corrido em direção aos agentes com os braços estendidos, apontando o celular — que os policiais relataram ter confundido com um armamento.

As imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na abordagem ainda não foram entregues à Polícia Civil. Os arquivos estão sob posse da Corregedoria da Polícia Militar e são considerados cruciais para esclarecer as circunstâncias do caso.

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