Um novo caso de gripe aviária em aves de subsistência no Rio Grande do Sul voltou a levantar dúvidas entre consumidores. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) confirmou o foco em 5 de outubro, no município de Selbach, na região do Alto Jacuí.
Apesar da ocorrência, a Seapi informa que não há risco para a população pelo consumo de carne de aves e ovos. A doença não é transmitida às pessoas pela ingestão desses alimentos.
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Caso foi registrado em criação de subsistência
O episódio envolveu aves de subsistência. A notificação ocorreu depois que uma propriedade registrou a morte de animais. Em seguida, as amostras foram encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), que confirmou a presença do vírus.
Logo depois, o serviço veterinário oficial iniciou o monitoramento das propriedades próximas ao local.
Segundo a Seapi, até 7 de outubro as equipes vistoriaram 70 propriedades dentro do raio de 3 quilômetros. Além disso, os técnicos inspecionaram uma granja comercial localizada no raio de 10 quilômetros, que não mantinha aves alojadas naquele momento.
Nenhuma nova suspeita foi identificada na área de 3 quilômetros. Por isso, a secretaria considerou o foco encerrado, embora tenha mantido a vigilância na região.
Consumidor pode comer frango e ovos?
Sim. De acordo com a Seapi, a ocorrência de influenza aviária entre animais não significa que carne de frango ou ovos disponíveis regularmente no mercado ofereçam risco ao consumidor.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também orienta que carne de aves e ovos podem ser consumidos com segurança quando passam por preparação adequada. A entidade recomenda, entretanto, evitar produtos crus ou malcozidos em regiões afetadas por surtos.
Além disso, o cozimento completo reduz os riscos relacionados a agentes infecciosos que possam estar presentes nos alimentos.
Portanto, o consumidor pode manter o consumo de frango e ovos, desde que siga as práticas habituais de segurança alimentar.
Principal risco está no contato com animais infectados
O maior cuidado envolve o contato direto com aves doentes ou mortas e com ambientes contaminados.
Segundo a OMS, a exposição a animais infectados ou a locais contaminados representa a principal via de transmissão dos vírus da influenza aviária para seres humanos.
Por esse motivo, produtores, trabalhadores rurais e pessoas que mantêm pequenas criações não devem tocar em animais que apresentem sinais suspeitos. Também não é recomendável transportar ou manipular aves encontradas mortas.
Nesse cenário, a orientação é comunicar imediatamente o serviço veterinário oficial. A medida permite investigar a ocorrência e adotar ações para impedir que o vírus alcance outras propriedades.
Produtores precisam ficar atentos aos sinais
Na criação rural, alguns sinais exigem atenção redobrada. Mortalidade elevada e repentina, alterações respiratórias e mudanças neurológicas podem indicar problemas sanitários e precisam de avaliação técnica.
No Rio Grande do Sul, a Seapi orienta o produtor a procurar a Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou comunicar a suspeita pelo WhatsApp disponibilizado pelo órgão.
A comunicação rápida ajuda a avicultura brasileira a responder com mais agilidade diante de possíveis focos. Além disso, permite iniciar a investigação e reduzir o risco de disseminação para outras criações.
Preparação adequada continua essencial
A ocorrência registrada no Rio Grande do Sul reforça a importância da vigilância sanitária, mas não muda a orientação oficial sobre o consumo de carne de aves e ovos devidamente preparados.
Na cozinha, vale manter cuidados básicos. O consumidor deve lavar as mãos, separar alimentos crus dos já preparados e cozinhar completamente carnes e ovos.
Assim, a população mantém práticas adequadas de higiene e preparo, enquanto os produtores fortalecem a biossegurança nas propriedades.
No campo, por sua vez, a atenção continua fundamental. A identificação rápida de animais suspeitos permite que as autoridades atuem antes que um problema localizado alcance outras propriedades e comprometa a produção.
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