Fotografias que marcaram os leitores das antigas revistas masculinas estão reaparecendo nas plataformas de conteúdo adulto em versões produzidas sob encomenda. A procura parte principalmente de homens que viveram o auge dessas publicações e agora pagam para rever, com novas modelos, imagens que fizeram parte da juventude deles. A estratégia já elevou em 30% o faturamento com conteúdos personalizados.
A influenciadora e criadora de conteúdo adulto Laís Dias, de 28 anos, identificou esse público depois que um assinante pediu que ela reproduzisse a fotografia de Adriane Galisteu bebendo leite em um pires no ensaio publicado em 1995. Ele enviou a imagem e descreveu detalhes como a faixa branca no cabelo, o figurino e a posição das mãos. “Quando publiquei o resultado, começaram a chegar outras referências. Percebi que muitos não guardavam apenas a lembrança da mulher que estava na revista, mas de uma fotografia específica que fez parte da juventude deles”, conta.
A recriação inspirada em Galisteu tornou-se uma das mais vendidas do perfil e fez Laís ampliar a série. Suzana Alves, a Tiazinha, e Joana Prado, a Feiticeira, estão entre as referências mais solicitadas, enquanto outros pedidos recuperam ensaios ainda mais antigos, como o de Cláudia Ohana, publicado em 1985. “Alguns escolhem a musa, outros enviam uma página específica e contam que aquela foi a primeira revista que compraram escondido. Eu observo o cabelo, a roupa, a expressão e o cenário, mas não faço uma cópia exata. A ideia é recuperar aquela memória na minha própria versão”, explica.
A estratégia já havia funcionado com um público mais jovem quando Laís recriou uma campanha de Sydney Sweeney para uma empresa norte-americana de previsões esportivas. A influenciadora afirma que o conteúdo registrou o maior volume de vendas de sua trajetória em 24 horas. “Sydney atrai quem acompanha séries e campanhas atuais. Já os ensaios da Playboy despertam lembranças de homens que viveram a época das bancas. Descobri que gerações diferentes podem procurar o mesmo tipo de conteúdo por razões completamente distintas”, conclui.











