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Brasileira mata filha de 4 anos após perder guarda nos EUA

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Cibelle Savella e VivianReprodução/Facebook

Uma brasileira de 35 anos matou a filha de 4 anos em Houston, no Texas, Estados Unidos, na terça-feira (29), horas depois de uma audiência judicial transferir a custódia principal da criança para o pai. A mãe, identificada como Cibelle Savella, também conhecida como Cibelle Kubala, morreu no hospital no dia seguinte.

A menina, Vivian Savella, foi encontrada morta dentro da residência. Segundo a Polícia de Houston, Cibelle também estava ferida e foi levada em estado grave para um hospital. A Divisão de Homicídios investiga o caso.

Vivian deveria ser entregue ao pai, Aaron Savella, naquela mesma noite. Horas antes, a Justiça havia determinado que a menina passasse a morar principalmente com ele e que os períodos de convivência com a mãe fossem supervisionados.

O atual marido de Cibelle e uma babá estavam na casa no momento dos disparos. Os dois ouviram os tiros e encontraram mãe e criança. A polícia não apontou envolvimento deles no crime.

Decisão restringiu contato entre mãe e criança

A disputa pela custódia vinha sendo travada desde a separação de Cibelle e Aaron. O divórcio foi concluído em 2024, mas o processo envolvendo Vivian continuou na Justiça.

Além de conceder ao pai a custódia principal, a decisão estabelecia que Cibelle só poderia permanecer com Vivian sob supervisão contínua, segundo documentos judiciais obtidos pela ABC13.

Documentos citados pela imprensa internacional também indicam que a brasileira não poderia conversar em português com a menina sem a presença de um supervisor que compreendesse o idioma. A decisão ainda restringia a participação da mãe em atividades escolares da criança.

A polícia foi acionada por volta das 17h45, no horário local. Vivian morreu ainda na residência. Cibelle foi hospitalizada e teve a morte confirmada no dia seguinte.

Pai aguardava a chegada da menina

Aaron aguardava a transferência da filha depois da decisão judicial. Em manifestação divulgada por seus advogados, a família afirmou estar devastada e disse que o pai havia seguido as determinações da Justiça durante a disputa pela criança.

Os representantes de Aaron disseram que Vivian era profundamente amada pela família e que deveria ter retornado para a casa do pai naquela noite. A transferência, porém, não chegou a ocorrer.

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