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Campeão mundial de Ultraman aposta na carne bovina

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Nadar 10 quilômetros, pedalar 421 quilômetros e depois correr o equivalente a duas maratonas exige uma rotina intensa de treinamento. Foi nesse contexto que Alessandro Medeiros mudou a própria alimentação.

Campeão mundial de sua categoria no Ultraman, o atleta afirma que há sete anos mantém uma alimentação baseada principalmente em carne vermelha e gordura animal. Ele contou essa experiência durante o 2º Simpósio Brasileiro de Dieta Carnívora, realizado em Cuiabá.

Alessandro pratica esportes de endurance há cerca de 35 anos. Segundo ele, a mudança começou após uma recomendação da nutricionista Letícia Moreira. A proposta inicial era ajudá-lo a perder peso, mas o atleta decidiu manter a estratégia alimentar.

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Mudança na alimentação acompanhou trajetória esportiva

Alessandro afirma que percebeu mudanças na saúde e na composição corporal depois que alterou a alimentação. Com o passar dos anos, também alcançou resultados importantes nas competições.

“Eu sempre fui atleta, há 35 anos, mas nunca estive no topo do ranking mundial. Hoje somos campeões mundiais da minha categoria na prova de Ultraman, realizada no Havaí”, afirmou.

Alessandro Medeiros – Foto: Divulgação

O resultado, contudo, representa uma experiência pessoal. A trajetória do atleta não permite afirmar que a alimentação adotada tenha causado, sozinha, a melhora no desempenho esportivo.

Além da alimentação, fatores como treinamento, preparação física, descanso e características individuais também fazem parte da rotina de atletas de alta resistência.

Nutricionista explica diferentes formas de alimentação

A nutricionista Letícia Moreira, que acompanha Alessandro, explica que nem todo adepto da dieta carnívora segue uma alimentação restrita apenas à carne.

Segundo ela, peixes, ovos, frango e leite também podem fazer parte da rotina alimentar.

“As pessoas não precisam ser carnívoras. Não é isso que a gente quer, que as pessoas só comam carne, mas apenas que não tirem a carne do prato. Esse é o nosso grande ponto principal”, explicou a nutricionista.

Dessa forma, a experiência relatada pelo atleta não deve ser apresentada como uma recomendação alimentar para o público em geral. Cada estratégia depende das necessidades individuais e do acompanhamento profissional.

Carne bovina aproxima esporte e pecuária

A participação de Alessandro no simpósio também levou a carne bovina para uma discussão que vai além da produção rural. O caso mostra como o alimento aparece na rotina de um atleta que pratica uma modalidade de resistência.

Para o Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), histórias como essa ajudam a aproximar produtores e consumidores.

“A pecuária não termina na porteira ou na indústria. No final dessa cadeia existe um consumidor, e histórias como a do Alessandro ajudam a mostrar as diferentes formas como a carne bovina está presente na alimentação. Por trás do alimento que chega ao prato existe uma cadeia inteira trabalhando para produzir uma carne de qualidade, com segurança e responsabilidade”, afirmou o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade.

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